Presidente filipino acusa juízes, políticos, polícias e militares de tráfico de droga

Rodrigo Duterte. [Reuters]

A lista integra oito juízes, 52 presidentes e ex-presidentes de câmara, três deputados e 95 polícias e militares. Organizações de direitos humanos referem que, desde maio, mais de 700 pessoas foram executadas por alegadas ligações ao tráfico de droga.

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, revelou uma lista de 159 juízes, autarcas, deputados, polícias e militares alegadamente com ligações ao tráfico de droga e deu-lhes 24 horas para se entregarem.

A lista integra oito juízes, 52 presidentes e ex-presidentes de câmara, três deputados e 95 polícias e militares.

“Têm 24 horas para se apresentarem nas vossas unidades”, disse Duterte, prometendo ordenar a caça a estes homens às Forças Armadas caso não se entreguem.

Com o advogado Rodrigo Duerte, que tomou posse como presidente em maio, as Filipinas têm realizado uma verdadeira cruzada contra o tráfico de droga.

Organizações de direitos humanos referem que, desde maio, mais de 700 pessoas foram executadas. Exigem mesmo uma tomada de posição por parte das Nações Unidas, organização que o presidente Duterte parece ter em muito pouca conta.

Um dos casos que saltou para as atenções do mundo ocorreu na zona da capital, Manila, com a execução de Michael Siaron, um homem de 29 anos. Junto ao cadáver, os seus carrascos deixaram um cartaz dizendo “Pusher Ako” (Eu sou um traficante). Quando a sua mulher Jennelyn Olaires descobriu o corpo foi fotografada a chorar compulsivamente.

A viúva de 26 anos admitiu que o marido era toxicodependente, mas sublinhou que a pobreza extrema em que viviam não podia corresponder aos lucros de um traficante. E garantiu até que tinha votado em Duterte nas presidenciais. (TVI24)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA