Portugal: Lucro da Mota-Engil dispara para 72,6 milhões

Mota-Engil (Arquivo)

Resultado líquido foi influenciado pelos ganhos gerados na alienação do negócio portuário e de logística e da INDAQUA – Indústria e Gestão de Águas.

O lucro da Mota-Engil cresceu cinco vezes mais, disparando 477% nos primeiros seis meses deste ano, de 12,6 milhões para 72,6 milhões de euros, segundo as contas da construtora espelhadas no comunicado enviado à CMVM.

“Resultado líquido no semestre de 73 milhões de euros influenciado positivamente pelos ganhos gerados na alienação do Negócio Portuário e de Logística e da INDAQUA”. De recordar que atua, ainda, nas áreas do ambiente, concessões de transportes, mineração, turismo e indústria e inovação.

O Haitong Bank previa uma descida do lucro e o Caixa BI estimava que mais do que quadruplicasse, tendo ambas as perspetivas influenciado o desempenho da empresa em bolsa. Ontem, os investidores estiveram otimistas com a previsão deste último, conhecida precisamente nesse dia e as ações fecharam a valorizar 1,2% para 1,751 euros.

Já os resultados financeiros foram negativos, embora tenham melhorado de um prejuízo de 42,8 milhões de euros para 29,9 milhões.

O volume de negócios ascendeu a 1.036 milhões de euros, aqui representando uma diminuição de 4% face ao semestre homólogo. A América Latina foi “responsável por 33% do total”.

O EBITDA (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) aumentou 3% para 149 milhões de euros, atingindo uma margem de 14%, em linha com a alcançada no primeiro semestre de 2015.

A dívida líquida era, a 30 de junho, de 1.221 milhões de euros, menos 2% face ao trimestre anterior.

No comunicado enviado à CMVM, a Mota-Engil destaca, já fora das contas do primeiro semestre, o negócio com a francesa Ardian Infrastructures relativo à venda de alguns ativos da Ascendi, empresa detida em 60% pela Mota-Engil. Este acordo fez as ações da construtora dispararem no início de agosto.

A carteira de encomendas era de 4,6 mil milhões de euros no final de junho, “refletindo um rácio carteira de encomendas / vendas e prestações de serviços da área de Engenharia & Construção de 2,1 anos e suportando a visão de crescimento a médio e longo prazo”. (TVI24)

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