Pólo industrial de Capanda reunido em conselho técnico

(Foto: Ampe Rogério)

A Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agro-industrial de Capanda (SODEPAC) realiza hoje,  no município de Cangandala, província de Malanje, o primeiro Conselho Técnico Consultivo, após a sua criação em 2006.

Durante o encontro, são apresentados e debatidos com as autoridades, parceiros, investidores e outros intervenientes  temas de relevância para a implantação e desenvolvimento do Pólo Agro-Industrial de Capanda, designadamente o Plano de Abastecimento hídrico, Metodologias de Avaliação e o Plano das Centralidades.
O evento vai  apresentar as três cartilhas do pólo, nomeadamente  o manual sobre as boas práticas agrícolas, o guião de relações comunitárias e a cartilha de educação ambiental infantil. O Conselho Técnico Consultivo vai  discutir o balanço síntese da execução do Plano de Desenvolvimento do Pólo Agro-industrial de Capanda. No encontro são apresentados ainda temas relacionados com o processo de avaliação e acompanhamento do empreendimento do PAC.
O Pólo Agro-industrial de Capanda compreende os empreendimentos Biocom e o Pólo Agro-Industrial de Kizenga.
A cerimónia de abertura do encontro é presidida pelo presidente de conselho de administração do Pólo Agro-industrial de Capanda, Carlos Fernandes.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar, etanol e energia eléctrica são os dois grandes objectivos do pólo de Kapanda. A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), implantada em Cacuso, Malanje, anunciou recentemente   a produção de  8.947 toneladas de açúcar, 2.186 metros cúbicos de etanol  entre 17 de Junho e 11 de Julho, números que correspondem às metas para 2016 em que a Biocom prevê produzir 47 mil toneladas de açúcar, 16 mil metros cúbicos de etanol e 155 mil megawatts de electricidade.
Na abertura da colheita, a companhia de Bionergia de Angola referiu que o açúcar produzido pela companhia é destinado ao mercado interno, a electricidade é absorvida pela Rede Nacional de Energia de Angola (RNT) e o etanol hidratado pela indústria nacional de produtos de limpeza e  bebidas. Esta é a terceira colheita realizada durante a primeira fase de implantação da companhia que, em 2014, produziu três mil toneladas de açúcar, 25 mil toneladas, em 2015, e dez mil metros cúbicos de etanol.
Na segunda fase do investimento, que arranca entre 2020 e 2021, a Biocom prevê elevar a produção para quatro milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 523 mil toneladas de açúcar e mais do dobro da produção de energia.

Investimento colossal

O investimento absorvido no processo de implantação foi de 750 milhões de dólares (125 mil milhões de kwanzas) na primeira fase, esperando-se que na segunda fase sejam empregues 550 milhões (cerca de 92 mil milhões de kwanzas) adicionais.

A companhia refere que o açúcar produzido ainda não cobre a procura do mercado nacional que importa mais de 300 mil toneladas por ano. Mais de 50 mil clientes compram açúcar à Biocom, mas há especulação em torno dos preços competitivos da companhia e os fornecedores tendem a duplicar o preço de venda, que fica em cerca de 700 kwanzas o quilo.
O Pólo Agro-industrial de Capanda, na região de Cacuso, ocupa uma área de 411 quilómetros hectares, 270 mil dos quais destinados à produção em regime de sequeiro, 18 mil para o Perímetro irrigado, 70 mil para reserva ambiental e dez mil hectares para reassentamento de populações. (JORNALDEANGOLA)

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