Obras em estradas têm financiamento

ARQUIVO - OBRAS NUMA DAS ESTRADAS DA LUNDA SUL (Foto: Lucas Neto)

Mais de 127,7 milhões de dólares vão ser investidos em obras de reabilitação de estradas nas províncias do Cuanza Sul, Cuanza Norte e Malanje, no âmbito da Linha de Crédito da China (LCC). As três empreitadas vão ser executadas em breve pela Sinohydro Group.

A informação consta de despacho presidencial da semana passada que aprovam as propostas de adjudicação das empreitadas a empresas chinesas, prevendo a subcontratação de algumas empresas angolanas.
Ao todo, o despacho presidencial adjudicou mais cinco obras públicas, por 163,5 milhões de dólares, investimento financiado pela Linha de Crédito da China (LCC).
Até ao momento, foram adjudicadas pelo Governo angolano a empresas chinesas, desde Maio, pelo menos 74 empreitadas públicas, no âmbito da LCC, que ascendem já a mais de 3.955 milhões de dólares.
As novas obras incluem também a contratação da China National Machinery Industry Corporation Group (Sinomach) para duas empreitadas de construção de abastecimento de água nas províncias do Huambo e do Bié, num investimento avaliado em 35,8 milhões de dólares.
Os concursos, lê-se nos documentos, foram limitados “por prévia qualificação” das empresas, no âmbito desta linha de financiamento. A LCC vai financiar 155 projectos em Angola com 5,2 mil milhões de dólares, a executar por empresas chinesas, o que vai permitir a criação de quase 365.000 empregos. No plano operacional da LCC, elaborado pelo Governo angolano com as obras a realizar pelas empresas chinesas ao abrigo deste financiamento, o sector da Energia e Águas lidera, em termos dos montantes a investir, entre nove sectores, com 2.174.238.412 dólares alocados para 34 projectos.
O sector da Construção, incluindo a reabilitação de estradas, conta com 33 projectos, mobilizando mais de 1,6 mil milhões de dólares. A Educação concentra o maior número de projectos, num total de 55, sobretudo na construção de escolas, num investimento global de mais de 3,73 milhões de dólares.
O documento é acompanhado por uma lista com 37 empresas chinesas “recomendadas para o mercado angolano”, ao abrigo da Linha de Crédito Chinês. (Jornal de Angola)

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