‘O que vocês tem a perder?’, pergunta Donald Trump a comunidade negra dos EUA

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, durante comício, em Diamondale, Michigan, no dia 19 de agosto de 2016 (AFP)

O candidato republicano à Casa Branca Donald Trump dedicou nesta sexta-feira um discurso à comunidade negra dos Estados Unidos, em uma tentativa de ampliar sua base eleitoral, ao afirmar que o Partido Democrata traiu seus eleitores deste grupo.

“Nenhum grupo nos Estados Unidos sofreu mais com as políticas de Hillary Clinton que os negros”, disse fazendo referência a sua adversária democrata na corrida presidencial, em um comício em Dimondale, Michigan.

“Se o objectivo de Hillary Clinton era prejudicar a comunidade negra, não podia ter feito um trabalho melhor”, acrescentou.

“Hoje peço o voto de cada cidadão negro deste país que quer ter um futuro melhor”, falou o magnata imobiliário.

Em 2012, os negros representaram 13% dos votantes na eleição presidencial e 93% deles votaram em Barack Obama, segundo as pesquisas de boca de urna.

Hillary Clinton, a candidata democrata na eleição de Novembro, demonstrou sua popularidade entre os afro-americanos durante as primárias do partido, em que obteve 90% do apoio frente ao senador Bernie Sanders.

Trump, que durante as primárias assegurou que seria capaz de recuperar o voto hispânico, parece ter decidido que a vitória de Novembro depende mais do voto negro.

“Vocês vivem na pobreza, suas escolas não são boas, vocês não têm trabalho, 58% dos jovens estão desempregados. O que vocês têm a perder?”, perguntou aos espectadores.

Segundo Trump, sua adversária quer “abrir as fronteiras” e os imigrantes “ficariam com o trabalho de vocês”.

“Hillary Clinton preferiria dar trabalho a um refugiado estrangeiro antes de dar a jovens negros desempregados em cidades como Detroit, onde se tornaram refugiados em seu próprio país”, disse o milionário.

Este foi o primeiro discurso de Trump desde a espécie de “apaga e começa de novo” de quinta-feira, quando pediu desculpas, ainda que generalizadas, por suas declarações ferinas durante a campanha. (AFP)

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