No Reino Unido, o emprego cresceu e os salários aumentaram antes do Brexit

Mais de 300 empresários britânicos pediram nesta segunda-feira a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), prevendo um melhor crescimento de suas empresas fora do controle de Bruxelas (afp_tickers)

Apesar da incerteza face ao resultado do referendo, o número de pessoas empregadas no Reino Unido aumentou para um recorde de 31,8 milhões no segundo trimestre do ano.

O mercado de trabalho do Reino Unido continuou a dar sinais de resiliência mesmo depois de os britânicos terem votado a favor da saída da União Europeia.

Os primeiros dados oficiais desde o referendo mostram que os pedidos de subsídio de desemprego diminuíram em 8.600, em Julho, depois de terem aumentado em 900 no mês anterior.

O resultado foi muito mais positivo do que era esperado, já que os economistas consultados pela Bloomberg antecipavam uma subida de 9 mil.

No segundo trimestre, o número de pessoas empregadas cresceu em 172 mil para um recorde de 31,8 milhões de pessoas. A taxa de desemprego manteve-se nos 4,9% enquanto o crescimento dos salários acelerou para 2,3%.

Por outro lado, as vagas de emprego prosseguiram a tendência descendente observada desde o início do ano. os postos de trabalho disponíveis desceram em 7 mil nos três meses até Julho para 741 mil, o valor mais baixo desde Outubro de 2015.

Sondagens realizadas nas últimas semanas indicam que nas semanas antes do referendo alguns processos de contratações ficaram paralisados, devido aos receios dos empregadores relativamente ao resultado da consulta popular.

A Markit Economics indicou este mês que o número de pessoas contratadas no Reino Unido para empregos a tempo inteiro registou a maior queda, em Julho, dos últimos sete anos. (Negocios)

por Rita Faria

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