Moisés David:”Os estrangeiros viram primeiro o brilho do ouro de Angola que os nacionais”

(Foto: D.R.)

Desde há muito que consta que Angola é detentora de um potencial mineral ainda inestimável. Dentre as várias preciosidades do solo angolano, o ouro está inscrito na restrita lista nacional dos “minerais estratégicos”. A sua exploração é particularmente exercida por emigrantes ilegais. OPAÍS trás para “Grande Entrevista” desta edição, o doutor Moisés David, presidente do conselho de administração da Agência do Ouro em Angola.

Senhor Presidente do Conselho de Administração (PCA), por favor, faça-nos compreender o que é a agência do Ouro?

Parece uma instituição um pouco anónima… É nova e isso explica tudo. A Agência do Ouro é uma instituição que foi criada através do Decreto Presidencial n.02/14, de 2 de Janeiro, como forma de mitigar a necessidade de organizar, fiscalizar, regular o sistema de comercialização do ouro em Angola, garantindo a participação organizada e eficiente dos compradores, vendedores e demais agentes que intervêm nas transacções comerciais deste mineral.

A Agência do Ouro dispõe de um conjunto de atribuições para a prossecução do seu objecto social, nomeadamente; a participar na definição das políticas relativas à comercialização do ouro no país; a garantia da segurança das transacções sobre o ouro, mediante aplicação de regras de conduta e ética procurando mitigar as práticas menos sustentáveis, actualmente em vigor em alguns pontos do país.

Numa visão global, o que se pretende é que o país seja bom para se viver, todavia para se alcançar este desiderato é preciso que se encontrem órgãos adequados para tratar certas matérias. No caso concreto do ouro e é disto que estamos a falar, sentiu-se a necessidade de se criar um órgão regulador como acontece com múltiplos sectores da nossa vida activa. (opais)

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