Ministra pede mais atenção à mulher rural

Filomena Delgado - Ministra da Família e Promoção da Mulher (Foto: Rosário Dos Santos/Arquivo)

A ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, considerou nesta quarta-feira, em Luanda, necessário que se dê mais atenção à mulher rural, por ser a que “menos benefícios usufrui”.

Segundo a ministra, que falava no âmbito do workshop sobre Smart Cities (Cidades Inteligentes) Experiências Internacionais, é importante o empoderamento dessa classe, que muito procura por serviços básicos (lenha e água).

Para si, urge a necessidade de equilibrar o género, sublinhando que a componente género é fundamental numa relação entre homem e mulher.

A ministra afirmou que são as mulheres que mais trabalham nas redes domésticas, daí a necessidade de um melhor equilíbrio do género.

Defendeu a diminuição das barreiras impostas às mulheres e o “usufruto aos vários acessos”. Isto, disse, implica o acesso às redes móveis.

Apesar de já existirem aldeias rurais com estes serviços, Filomena Delgado reconheceu que isso vai implicar investimentos, tendo aconselhado a mulher a apostar na agricultura familiar.

Desta forma, referiu, o país estará em condições de “competir” com outros Estados africanos e garantir um desenvolvimento mais inclusivo.

Por seu turno, o ministro de Administração do Território, Bornito de Sousa, explicou que se pretende com as cidades inteligentes encorajar as populações angolanas a prestarem atenção às comunidades locais.

Afirmou que isso “passa pelas autarquias”, daí que a União Africana, este ano, orientou os Governos a ministrarem o tema.

Para si, o conceito de “cidades inteligentes” deve ser entendido na perspectiva que virá facilitar um trabalho conjunto com o Ministério da Habitação, e isto basicamente envolve serviços a prestar aos cidadãos no uso das novas tecnologias.

Lembrou que esses serviços hoje já são utilizados em África, entre os Governos Centrais, sendo o canal pelo qual os governos prestam as suas informações.

Por seu turno, Belissário dos Santos, um dos prelectores do “tema “Smart Cities e a Experiência na Gestão Municipal integrada, sobre o caso, Cidade de Barcelona”, defendeu os modelos de autonomia dos governos locais.

Defendem, igualmente, a necessidade de se acelerar o acesso às políticas modernas, que se pretendem vira a ser aposta no futuro.

Para atingir-se este desiderato, disse, é preciso engajamento não só dos governos, mas também dos cidadãos, com políticas públicas, aliadas à educação.

Durante o workshop, foram apresentados temas como Smart Cities e a Experiência na gestão Municipal integrada; o caso da Cidade de Barcelona, Altarix Cities; criando cidades inteligentes e cidadãos inteligentes, assim como o conceito de cidades inteligentes, a experiência da cidade de Moscovo, Rússia.

O evento foi promovido pelo Ministério de Administração do Território e da Promoção da Mulher. Decorreu no âmbito da celebração do 10 de Agosto, Dia Africano da Descentralização e do Desenvolvimento Local.

Assistiram ao evento auxiliares do titular do poder Executivo, docentes universitários, deputados e convidados. (ANGOP)

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