Ministra da Cultura quer criatividade dos quadros do sector

Carolina Cerqueira - ministra da cultura (Foto: Henri Celso)

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, exortou, nesta sexta-feira, em Malanje, aos quadros do sector a terem maior criatividade, patriotismo e grande sentido de missão para a concretização dos projectos traçados pelo Executivo.

De acordo com a governante, que falava na abertura do IV Conselho Consultivo do Ministério da Cultura, os membros do ministério devem saber adaptarem-se aos tempos financeiramente difíceis que o país vive, adequando a este facto os projectos.

“Não podemos ficar de braços cruzados devido à exiguidade de recursos financeiros. Pelo contrário, temos de cumprir a nossa missão com os recursos de que dispusermos”, reforçou.

A ministra, como exemplo, mencionou dois projectos inovadores de criatividade dos fazedores de cultura, nomeadamente o “Ondjango electrónico – e – Otchoto”, que a Universidade Mandume ya Ndemofayo está a executar desde 2013, nas províncias da Huíla e do Cunene, e a “Feira do Empreendedor da Cultura”, que está a decorrer em Benguela, desde hoje e termina dia 7 deste mês.

Estes dois exemplos, sublinhou, servem para demonstrar ser possível reunir recursos locais para se realizar acções em prol das comunidades e para valorização da cultura nacional.

Carolina Cerqueira frisou que se deve ter em conta que todos juntos têm de contribuir para a execução do programa do Executivo angolano sufragado nas urnas em 2012.

“E neste quadro, temos de determinar as tarefas prioritárias que devem constar do nosso programa de acção para os próximos doze meses”, aventou.

Para a responsável, a primeira prioridade tem a ver com a elaboração e a execução de políticas públicas no sector da Cultura.

“Temos de saber diferenciar uma política pública de acções rotineiras. Enquanto os órgãos centrais devem velar pela concepção e supervisão da execução de políticas públicas, as estruturas locais devem programar acções relacionadas com a execução dessas mesmas políticas”, reforçou.

A segunda prioridade, de acordo com a governante, está relacionada com a educação artística.

“Os centros de formação artística têm de cumprir a sua missão, no quadro deste subsistema de educação que tem uma especificidade ímpar. Para além da utilização e do ensino com instrumentos universais, a Direcção Nacional de Formação Artística deve cuidar da introdução da aprendizagem de instrumentos tradicionais, bem como do resgate de outras manifestações artísticas tradicionais, para sua inserção no sistema de ensino artístico em todo o país”, ressaltou.

Nos centros de formação artística, adiantou, crianças e jovens devem aprender a tocar marimba e kissange, a dançar rebita, a exercitar cânticos tradicionais e encenar peças de teatro que fazem parte do reportório das comunidades.

Por essa razão, se deve intensificar a valorização dos elementos que fazem parte do património artístico nacional, ao mesmo tempo que passar para as novas gerações.

O evento está a ser orientado pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, e conta com a participação de todos os agentes ligados aos mais variados segmentos culturais, bem como de vice-governadores provinciais, na qualidade de convidados.

Durante o dia, os participantes vão passar em revista o plano de formação de quadros, a diplomacia cultural, a estratégia de comunicação e marketing, bem como o redimensionamento do património público – móveis e imóveis.

Em debate estarão também questões relacionadas com acções a serem desenvolvidas, tendo sempre em atenção as recomendações do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017 para o sector cultural e o momento socioeconómico que o país está a viver.

Para sábado, último dia da jornada, estão previstas deslocações às Quedas de Calandula e ao Qéssua. (ANGOP)

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