Ministra apela para infra-estruturação de pólos industriais

Bernarda Martins - Ministra da Industria, na apresentação e discussão do OGE revisto 2016 (Foto: Alberto Julião)

A ministra da Indústria, Bernarda Martins, apelou à iniciativa privada para a infraestruturação e gestão dos pólos industriais, baseando-se no loteamento de áreas entre 20 e 50 hectares.

A titular da pasta respondia a inquietações dos deputados nesta sexta-feira, durante a discussão na especialidade do Orçamento Geral do Estado (OGE) Revisto para 2016, que decorrem na Assembleia Nacional (AN) até ao dia 30 do corrente mês.

Questionada pelos parlamentares sobre a actual situação dos pólos industriais no país, esclareceu que o projecto para a infra-estruturação tem sido constantemente adiado, por indisponibilidade financeira, daí a necessidade da parceria privada para a sua viabilização.

Neste contexto, deu a conhecer que o Executivo angolano, através do Ministério da Indústria, tem procurado promover o investimento privado, bem como negociar com potenciais interessados, para o loteamento de áreas mais pequenas, tendo em conta as áreas reservadas para a criação de pólos estatais.

“Apelo aos empresários, que estamos a tentar identificar e negociar com potenciais interessados através de contratos específicos e encontrar solução para os pólos industriais. Os únicos pólos que conseguimos alguma viabilização, mas com algumas dificuldades de gestão, são os de Viana (Luanda), Catumbela e Cabinda”, referiu.

Disse ainda que gerir um pólo de cerca de mil hectares ou pouco menos é efectivamente difícil para uma iniciativa privada, mas pode-se caminhar para um projecto de loteamento de áreas mais pequenas que poderão ser exequíveis para a iniciativa privada.

Questionada sobre as actividades industriais na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, frisou que serão alienadas várias indústrias.

Estiveram presentes nas discussões na especialidade do OGE/2016, que teve início no dia 25, os ministros da equipa económica e do sector real da economia.

Durante cinco dias (de 25 a 30 de Agosto) os parlamentares vão discutir o OGE Revisto com os órgãos de Defesa Nacional, Segurança e Ordem Interna, bem como da Administração do Poder Local e Justiça.

O OGE Revisto comporta receitas estimadas em 3.484,6 mil milhões de Kwanzas, contra os 3.514,5 mil milhões previstos, bem como despesas fiscais de 4.626,3 mil milhões de Kwanzas, contra os 4.295,7 mil milhões previstos anteriormente.

As novas projecções fiscais direccionam para um défice de 6,8 porcento do Produto Interno Bruto (PIB), contra um défice na ordem de 5.5 anteriormente previsto. (ANGOP)

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