Laisséz-Passé Cabinda/Ponta-Negra está equivaler a 20 mil kwanzas

Fronteira terrestrre de Massabi/Angola com Ntiamba-NZazi/Congo Brazaville (Foto: Angop)

A entrada para a vizinha cidade congolesa de Ponta-Negra/Kouilou, República do Congo Brazaville através da fronteira comum de Massabi/Angola e Tiamba-Nzazi/Congo Brazaville que é de vinte (20) mil Francos CFAs está a ser taxada o equivalente a 20 mil kwanzas ao contrário dos quatro mil Kwanzas que anteriormente o câmbio cotava com a moeda congolesa desde a queda brusca do petróleo.

Em entrevista hoje, quinta-feira, a Angop, o Cônsul Congolês acreditado na província de Cabinda, Mavounga Leon, disse que, é uma fase de preocupação na circulação de pessoas e seus bens de ambos os lados e as autoridades congolesas oficialmente estão com a taxa fixa acordada pelas partes que é de 20 mil francos Cfas na fronteira de Massabi e no consulado o visto de vintena no passaporte orça o valor de 100 dólares.

“Entendemos o que se está a passar no Massabi. Nós as autoridades congolesas não vemos qualquer anomalia porque o preço que temos aplicado ou cobrado aos angolanos que vão ao Congo é de 20 mil francos Cfas. É o que está fixado oficialmente”, defendeu.

Avançou ainda que, a situação está na depreciação da moeda angolana o Kwanza junto do Cfa que passou nos últimos tempos no cambio informal, 1000 francos Cfas igual a 1000 kwanzas, quando antes o câmbio cotava, em 10.000 francos equivalia a 2.000 kwanzas. “Isso significa que 20 mil CFAs hoje está equivalente a 20 mil Kwanzas”. Para nós essa decisão de encontrar uma solução cabe as autoridades superiores no âmbito da Comissão Mista de Defesa e Segurança e de Trocas Comerciais entre as duas regiões”, disse.

Preocupado com a situação, o Cônsul congolês disse ainda que, para os congoleses há vantagens deles poderem entrar para Angola através da província de Cabinda pagando o valor de quatro mil kwanzas também valor oficial das autoridades angolanas.

“Esse é o dilema. O problema está na flutuação da moeda. Não existe um câmbio internacional entre o Kwanza e o CFAs Congolês. Os angolanos obrigatoriamente adquirem a nossa moeda no informal e obviamente com essa alteração no informal a taxa do Laisséz-Passé que é de 20 mil CFAs custa assim para os angolanos o valor de 20 mil kwanzas. Está exorbitante”, disse.

Instado a debruçar-se sobre quais possíveis medidas das autoridades migratórias congolesas e do governo departamental do Congo ao nível de Kouilou encontrar um câmbio que venha viabilizar uma taxa mais equilibrada para os angolanos ao invés da compra da moeda no informal, o diplomata salientou que é da responsabilidade de ambas autoridades (Angolanas e Congolesas) para ultrapassar a situação.

O movimento migratório de saída de angolanos para o território da República do Congo Brazaville através da fronteira entre Massabi-Angola e Tiamba Nzazi/Congo Brazaville, diminui o seu ritmo tanto para fins de negócios, pessoais, bem como da busca de mercadorias que escalam o Porto Autónomo de Ponta-Negra, importados pelos agentes económicos da província de Cabinda. (ANGOP)

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