Huíla: Governador pede boa conduta a ex-reclusos

Marcelino Tyipinge - governador da Huíla (Foto: josé krithinas)

O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, encorajou nesta segunda-feira, no Lubango, os ex-reclusos a pautarem por conduta digna, a fim de ajudarem a construir um país harmonioso.

Ao intervir no acto de soltura de 31 reclusos, no âmbito da amnistia decretada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, augurou que o perdão sirva para os mesmos reflectirem sobre a sua conduta.

“Hoje vocês foram amnistiados, graças ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que já fez este gesto muitas vezes. É preciso reconhecer tal sinal de magnanimidade e de perdão. Ele sabe que o lugar certo das pessoas que estão nas cadeias é a sociedade”, continuou.

Salientou que os angolanos são poucos para reconstruir o país e não precisam de gente dentro das cadeias, sem desenvolver qualquer tipo de actividade.

“Vocês criam despesas enormes ao governo. Tem que se arranjar orçamentos específicos para os reclusos, quando deveríamos investir em escolas, lares que não temos”, declarou.

Lamentou o facto de, muitas vezes, os reclusos saírem e uma semana depois regressarem para o presídio.

“As dificuldades são comuns para todos, Angola é para todos nós e cada um deve trabalhar para ultrapassar as carências que vive e não precisam mexer nas coisas alheias, tirar vida a outras pessoas, entre outros crimes”, recomendou.

Por sua vez, Gabriel Campos, que falava em nome de todos os reclusos, agradeceu a iniciativa do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e dos deputados da Assembleia Nacional, por terem aprovado a Lei da Amnistia.

“Reafirmamos o nosso compromisso de que o país pode contar connosco, após a nossa restituição à liberdade, pois temos acompanhado o crescimento de Angola e queremos contribuir com o nosso saber nesta nobre tarefa”, expressou.

Durante o acto, foram restituídos à liberdade 31 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros, do universo de 991 reclusos daquela unidade prisional, com capacidade para 520 detidos e condenados. (Angop)

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