Huambo: Proprietários de lojas recomendados a instalarem câmaras de video-vigilância

Delegado do Interior, Elías Livulo (Foto: Edilson Domingos

Os proprietários de lojas, na cidade do Huambo, foram recomendados terça-feira, pelo delegado local do Ministério do Interior, Elias Dumbo Livulo, a instalarem câmaras de vídeo-vigilância no interior dos estabelecimentos mercantis.

A medida, explicou, visa inibir a acção dos meliantes ou facilitar a identificação dos mesmos, em caso de roubo ou furto nas lojas. Também recomendou a não guardarem dinheiro no interior dos imóveis comerciais.

Intervindo no encontro de auscultação à comunidade estrangeira residente na província do Huambo, o responsável explicou que o crime não escolhe cor e nem tão pouco nacionalidade, uma vez que todos estão sujeitos de serem vítimas ou de o praticarem.

Ainda recomendou os proprietários de lojas a celebrarem contratos com empresas de segurança, visando a salvaguarda da integridade física dos funcionários.

Porém, disse que ao contratar uma empresa de segurança é necessário consultar a Direcção da Polícia de Ordem Pública, para saber o nível de formação do pessoal e a idoneidade da instituição, evitando que os seguranças sejam desarmados pelos meliantes, tal como as vezes tem acontecido.

A Lei sobre segurança privada em Angola, de acordo com o delegado do Ministério do Interior na Província do Huambo, determina que as empresas privadas de segurança devem empregar cidadãos que tenham cumprido o serviço militar obrigatório ou que tenham sido polícias, como também alguém que possua formação específica desta área, para a prestação de um serviço de qualidade e que garanta a protecção de qualquer instituição.

Assumiu existirem empresas que colocam pessoal sem qualquer noção de segurança, que, por sua vez, acaba por perigar a segurança de muitas instituições, uma vez que as armas retiradas aos protectores servem para o cometimento de outros crimes.

Elias Dumbo Livulo afirmou, no encontro, que maior parte dos crimes cometidos nos estabelecimentos comerciais, na província do Huambo, são facilitados por alguns funcionários, muitos dos quais demitidos por diversas situações, sendo, por esta via, necessário o depósito bancário e, ao mesmo tempo, a bancarização dos salários dos funcionários. (ANGOP)

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