Guiné-Bissau: primeira dama conclui visita a França

Maria Rosa Teixeira Goudiaby Vaz, primeira dama da Guiné-Bissau em Paris, 30 de Agosto de 2016 (RFI/Miguel Martins)

A primeira dama da Guiné-Bissau concluíu nesta terça-feira uma visita de escassos dias a França. Maria Rosa Vaz desdobrou-se em contactos com autoridades locais e estruturas associativas da diáspora guineense. Descartando qualquer ambição política ela apela à paz no seu país.

Maria Rosa Vaz deslocou-se ao sul de França entre sexta e domingo tendo-se avistado com autoridades de Marselha e La Ciotat e posteriormente de Seyne Sur Mer e Toulon.

A primeira dama guineense regressou, posteriormente, a Paris, última etapa desta sua deslocação, uma visita que poderia vir a ser renovada já em Outubro na sequência de convites que lhe teriam sido dirigidos pelas entidades anfitriãs.

Lembrando que a lei guineense não estipula nenhuma função específica para a esposa do presidente ela admite que as carências sociais do seu país “onde falta quase tudo” levam a que a influência da primeira dama seja ainda maior “a favor das causas humanitárias e dos mais necessitados”.

Actividades em prol das crianças e das mulheres “camadas mais desfavorecidas” têm sido até ao momento as suas prioridades.

Contam desse plano de actividades tentar “salvar vidas”, neste momento 6 crianças guineenses foram evacuadas para Portugal por intermédio dos seus serviços para tratamentos em oncologia.

E isto devido à inexistência da tratamentos adequados para estes casos de cancro na Guiné-Bissau.

Maria Rosa Vaz congratula-se com o evoluir favorável da sua respectiva situação, tendo visitado os doentes em causa há 3 semanas com quase todos os eles agora fora de perigo.

Os assuntos de cariz social e humanitário têm ocupado a sua atenção, tanto mais que a esposa de José Mário Vaz pretenderia oficializar uma fundação, projecto que abrangeria tanto escolas como hospitais.

Em França a primeira dama guineense declarou-se satisfeita com a forma como foi recebida nas várias cidades que visitou.

Um país ao qual está muito ligado o chefe de Estado da Guiné-Bissau cujo pai foi emigrante na região de Paris durante mais de três décadas.

“Não faço política nem pretendo fazer”, refere Maria Rosa Vaz. “Pretendo acompanhar o Senhor Presidente na sua tarefa do dia-a-dia”. A primeira dama guineense fez questão em enviar uma mensagem ao seu povo.

“Uma mensagem de paz porque sem paz não podemos fazer nada. Que os homens se entendam e os políticos também. Só assim é que podemo-nos desenvolver e trabalhar pelo nosso país.” (RFI)

por Miguel Martins

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