Guarda costeira italiana a braços com operações de socorro no Mediterrâneo

(REUTERS/Giorgos Moutafis)

A guarda costeira italiana socorreu cerca de 6500 pessoas ao largo da Líbia esta segunda-feira e teme que o número de migrantes a tentar atravessar o Mediterrâneo aumente com o bom tempo. José Carlos Marques, investigador do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, alerta que as redes de tráfico de pessoas continuam a aumentar, assim como os populismos de extrema-direita na Europa.

A guarda costeira italiana voltou, esta

 (REUTERS/Giorgos Moutafis)
(REUTERS/Giorgos Moutafis)

terça-feira, a coordenar várias operações de socorro ao largo da Líbia, um dia depois de ter socorrido cerca de 6500 migrantes.

Na segunda-feira, houve cerca de 40 intervenções de navios da guarda costeira, da marinha italiana, de organizações humanitárias, da operação europeia de luta contra o tráfico de pessoas (Sophia) e da agência europeia Frontex.

A maior parte dos cerca de 6500 migrantes foram hoje encaminhados para os portos de Sicília, Sardenha e para o sul de Itália.

No domingo, mais de 1100 pessoas já tinham sido socorridos na mesma zona.

Este novo afluxo de pessoas coincide com a melhoria das condições meteorológicas, com milhares a decidirem atravessar o mar para alcançar a Europa.

José Carlos Marques, especialista das migrações e investigador do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, alerta que as redes de tráfico de pessoas continuam a aumentar, assim como os populismos de extrema-direita na Europa. (RFI)

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