Fogo amigo: intensos confrontos na fronteira turco-síria põem EUA em perigo

(AFP 2016/ DELIL SOULEIMAN)

A tensão aumentou após a primeira morte de um soldado turco às mãos de forças curdas apoiadas pelos EUA. Os americanos se encontram alinhados não só com o regime de Erdogan, mas também com as forças curdas, consideradas por Ancara uma organização terrorista.

O difícil jogo de equilíbrio da Administração Obama entre as duas forças opostas, que compartilham a missão de derrotar o Daesh, parece estar em colapso após uma intensa ofensiva das forças turcas, que deixaram pelo menos 70 mortos, a maioria dos quais são civis de acordo com grupos de monitorização local.

O exército turco afirma que matou pelo menos 25 “terroristas”, alegando que está tomando todas as medidas necessárias para proteger a segurança dos civis. No entanto, há informações de que a maioria dos mortos serão curdos e não jihadistas do Daesh,.

A administração Obama vê agora seus soldados presos entre dois fogos, ainda que os dois lados em conflito sejam aliados dos Estados Unidos.

As forças especiais americanas continuam a cooperar com as Unidades de Protecção Popular (YPG), que no início deste mês ajudaram a derrubar o Daesh do enclave estratégico da Manbij, ficando menos de 20 milhas dos alvos de ataques aéreos de sábado (27). As forças especiais norte-americanas também estão em contacto com os seus homólogos turcos, dependendo do abastecimento de retaguarda, informam as fontes do Wall Street Journal.

Com mais uma potência militar operando na Síria, lutando por seus próprios interesses em primeiro lugar e luta contra o terrorismo em segundo lugar, a questão agora é saber se esse delicado equilíbrio criado pela administração norte-americana pode ser mantido ou se a confusão no terreno acabará em tragédia à escala regional. (Sputnik)

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