Este é o rosto de uma mulher de 3.700 anos

(YAHOO)

Esta mulher poderia estar sentada do seu lado no metro, ou passar na sua frente na rua; poderia até ser sua prima – você provavelmente não notaria nada de diferente nela. Mas essa ruiva foi enterrada há pelo menos 3.700 anos, na Escócia. Não que isso seja uma surpresa – os humanos têm feições modernas há 200 mil anos, e nessa época, por volta de 1700 a.C., a Grande Pirâmide do Egipto já era um monumento antigo, com mil anos de idade. A novidade aqui é a reconstituição digital do rosto – a mais exacta já feita pela arqueologia, baseada num crânio encontrado nos anos 80.

A dona dos ossos foi baptizada de Ava, uma abreviação de Achavanich, sítio arqueológico onde ela foi descoberta. Pelo que os cientistas puderam compreender analisando o tamanho e o estado da ossada, a mulher tinha 1,67 m de altura, e algo entre 18 e 22 anos quando morreu – embora a causa da morte seja desconhecida. Ava fazia parte da cultura Beaker, uma civilização que viveu na Idade do Bronze, entre 2.900 A.C. e 1.900 A.C., e que tinha como característica a confecção de vasos campaniformes – arredondados e decorados.

A moça foi encontrada em 1987 por arqueólogos escoceses, em uma cova cavada em rocha dura – algo incomum para o povo, que geralmente enterrava os mortos na terra, com uma estaca ou uma pedra servindo de lápide. Isso deve ter dado um trabalhão e demorado muito tempo, o que indica que, de alguma forma, as pessoas daquela comunidade já sabiam que Ava estava para morrer – do contrário, não ia dar tempo de enterrá-la antes de ela começar a se decompor.

A história de Ava fica ainda mais interessante: seu crânio, diferente dos demais, é achatado na parte de trás e no topo, como se tivesse sido amassado antes do enterro. Todo esse cuidado com os restos mortais de Ava levam a acreditar que ela tenha sido alguém realmente importante para aquela cultura. Só que, com os vestígios que os cientistas têm por enquanto, é impossível descobrir o por quê.

Reconstruir o rosto de Ava deu o maior trabalho para o artista forense responsável pelo projecto, Hew Morrison, da Universidade de Dundee, no Reino Unido. Primeiro, ele aplicou uma fórmula matemática sobre o volume do crânio, para calcular o formato da mandíbula da mulher, que havia sido destruída pelo tempo.

Aí, usando um programa de computador, Morrison determinou as camadas de músculos, o que ajudou a descobrir a grossura da pele em cada ponto do rosto. A espessura dos lábios foi definida pelo tanto de esmalte nos dentes, e o formato da boca segue o da mordida – um pouquinho torta -, e o resto das feições, como as bochechas e o nariz levemente caído para a esquerda de Ava, seguiu os músculos. (YAHOO)

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