Empresários trabalham para reajustar preço do pão

Francisco Viana - Presidente da Associação dos Empresários de Luanda (Foto: Joaquina Bento)

A Associação dos Empresários de Luanda e o Executivo angolano estão a trabalhar em conjunto para colocar na mesa do consumidor o pão a um preço que satisfaça as apartes, afirmou nesta segunda-feira o presidente da organização empresarial, Francisco Viana.

O processo em curso a pouco mais de dois meses visa, segundo Francisco Viana, devolver o sorriso aos angolanos e a compra do pão a um preço justo.

O líder empresarial, que falava à imprensa no final do encontro sobre “Medidas para inibir a subida dos preços dos principais produtos da cesta básica”, sublinhou ter sido proposto a criação de um grupo de trabalho.

Disse que a atribuição do referido grupo de trabalho, que vai integrar o Ministério do Interior e outros departamentos ministeriais, é acompanhar a situação dos preços no mercado interno.

Para Francisco Viana, a alta do preço do trigo está na origem da subida do pão, uma “razão que se prende com o facto de haver um certo desregulamento no mercado em que só meia dúzia de empresas é que têm acesso às divisas para importar a farinha”.

O empresário disse que programas dirigidos dessa maneira têm tendência em prejudicar uma maioria, daí a necessidade de existir uma central de compras onde todos os empresários da panificação sejam contemplados.

Acontece, prosseguiu, que a farinha está a ir parar a República Democrática do Congo. “Continua a haver especulações ao nível do Banco Nacional de Angola e da banca privada”.

O governo quer pôr mão pesada no combate à corrupção, ao tráfico de influência e, por isso, ficamos satisfeitos em saber que estamos a sair da teoria para a prática”, ressaltou.

Francisco Viana considerou o encontro importante, pois o Chefe de Estado prometeu no Congresso governar com o povo e para o povo, no caso com o empresário e para o empresário e cumpriu.

É uma reunião importante, adiantou, visto que o Governo está preocupado e as associações empresariais também, sobre o encarecimento dos produtos alimentares em geral e do pão em particular.

Defendeu o reforço do associativismo para ajudar na existência do diálogo institucionalizado.

O encontro juntou parceiros e agentes económicos dos ministérios da Indústria, das Finanças, representantes do Banco Nacional de Angola (BNA), de associações empresariais e operadores económicos.

Durante o encontro foram analisados vários assuntos, dentre os quais a disponibilidade de cambiais para a importação de farinha de trigo, bem como a quantidade de bens da cesta básica importados no I semestre de 2016. (Angop)

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