Empresários apontam aspectos fundamentais para diversificação da economia

Deçlegado Francisco Viana (Foto: Francisco Miudo)

O presidente da Associação dos Empresários de Luanda, Francisco Viana, afirmou que para a diversificação da economia devem ser levados em consideração a organização do sistema financeiro angolano e a existência de cambiais suficientes para a importação de equipamentos e insumos para a produção interna.

Em declarações hoje, sábado, à Angop, a margem do encerramento do VII congresso ordinário do MPLA, Francisco Viana, disse que para a diversificação da economia é necessário dinheiro e o sistema financeiro precisa de ser reorganizado de maneira que o financiamento em apoio aos empresários funcione a preços aceitáveis.

Segundo o delegado ao congresso do MPLA, é preciso também que hajam cambiais para os empresários poderem importar os bens e um conjunto de insumos, que são fundamentais e que podem ajudar na produção.

O empresário entende ser necessário apostar na formação profissional, devendo o estado reforçar os meios de apoio ao Instituto Nacional de Medias e Pequenas Empresas (Inapem) e a Agência de Desenvolvimento Agrário, etc, para que numa parceria com os empresários, possa ser capacitada a agricultura familiar, as medias e pequenas empresas, e seja organizado o mercado informal de uma maneira que todos juntos possam melhorar a economia.

Em relação a estradas para facilitar o escoamento dos produtos do interior para as cidades, é de opinião que as pessoas quando pensam em estradas não devem fixar-se apenas em vias com alcatrão.

“Existem países desenvolvidos como os Estados Unidos da América, Alemanha, Austrália, Espanha que tem estradas de terra batida. Há técnicas para isso e então nós teremos 10 vezes mais estradas e pagaremos dez vezes menos. A ideia é que sejam feitas estradas de terra batida bem protegidas da chuva com as suas valas de drenagem”, referiu.

Debruçando-se ao congresso, enalteceu os aspectos económicos discutidos no conclave, mas pensa que devia estar incluída nele uma parte do diálogo com os empresários.

De acordo com Francisco Viana, é importante o diálogo do estado com o sector privado, e esta vontade política existe e foi reafirmada, agora é preciso leva-lo realmente adiante.

Pensamos ser necessário que haja uma institucionalização deste diálogo referido pelo presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos quando diz “ quem tiver ideias que traga ideias” e os empresários têm muitas ideias.

Informou que esta ser organizado o primeiro congresso dos empresários de Luanda e a ideia é juntar todas as opiniões que saíram do congresso e as que já existem para estabelecer no fundo uma plataforma de concertação e harmonização com o governo de maneiras a poder implementa-las.

O empresário reconheceu que o MPLA tem muitas ideais, mas tem tido pouco rigor na sua implementação, por isso os empresários têm a obrigação de dar o seu contributo e fazer com que desta vez hajam mais programas que possam efectivamente ser aplicados em bem da economia.

“O sector empresarial fez a proposta de instituir um conselho da harmonização e concertação económica e empresarial de maneira que os programas dirigidos aos empresários seja discutido e elaborado por pessoas do ramo (empresários) conforme é a vontade do MPLA”, finalizou. (ANGOP)

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