Eleições gerais na Zâmbia sem suspense

Funcionários da Comissão Eleitoral da Zâmbia (GIANLUIGI GUERCIA / AFP)

Para além das eleições gerais e presidenciais, os zambianos foram hoje chamados a votar um referendo constitucional com vista a ampliar a Declaração de Direitos Humanos no país.

As eleições presidenciais na Zâmbia, que definem o chefe de Estado para os próximos cinco anos, foram disputadas hoje depois de uma campanha presidencial marcada por actos de violência e intimidação.

Eleições que acontecem um ano e meio depois do último pleito, realizado para substituir o Presidente Michael Sata, falecido vítima de uma doença.

As mesas de voto fecharam na Zâmbia por volta das 18h00 locais como estava previsto depois de um dia marcado pela alta participação e a ausência de incidentes, apesar da tensão registada no decorrer da campanha eleitoral que vitimou mortalmente três cidadãos.

Cerca de 6 milhões de eleitores zambianos foram chamados às urnas para uma eleição que se espera muito renhida.

O presidente do país e candidato neste escrutínio, Edgar Lungu, pediu aos cidadãos que depois de votar voltassem para casa para esperar pelos resultados, evitando assim possíveis confrontos entre seus partidários e os de seu rival, o líder do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional, Hakainde Hichilema.

A chefe da missão de observação Eleitoral da União Europeia, Cecila Kyenge, mostrou-se impressionada com a participação e a ausência de incidentes e felicitou a Comissão Eleitoral da Zâmbia pela organização deste escrutínio.

Ali Jamal, investigador no Instituto de Relações Internacionais em Maputo considera que Edgar Lungu será reeleito mesmo que haja uma segunda volta, como previsto pela revisão constitucional de 2015. (RFI)

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