Educação financeira constitui pilar de desenvolvimento da CMC

Elsa Barber - directora do Gabinete de Literacia Financeira da CMC. (Foto: Gaspar Dos Santos)

A inclusão de um programa estratégico de educação financeira no mercado de capitais, para aumentar o grau de conhecimento sobre os instrumentos financeiros que se transaccionam a nível nacional, constitui um dos pilares do desenvolvimento da Comissão de Mercado de Capitais (CMC).

A constatação é da directora do Gabinete de Literacia Financeira da CMC, Elsa Barber, tendo referido que a iniciativa visa igualmente educar e estimular os agentes económicos a fazerem a poupança para concretizarem o investimento.

“A poupança é o ponto de partida de tudo, porque sem ela não há investimento”, reforçou.

A responsável, que falava no espaço “Makas à quarta-feira”, na União dos Escritores Angolanos (UEA), afirmou que a diversificação de alternativas para o financiamento só será possível quando as poupanças das famílias forem canalizadas para o investimento produtivo de forma eficiente.

O mercado de capitais, explicou a directora do Gabinete de Literacia Financeira da CMC, visa colocar à disposição dos empreendedores as poupanças das famílias e os excedentes de tesouraria das empresas.

De acordo com Elsa barber, financiando-se através do mercado de capitais, os empreendedores aumentam a capacidade produtiva da economia, criando empresas geradoras de riqueza.

Segundo a responsável, a geração de riqueza que o mercado de capitais providencia, regressa às famílias, pior via da criação de emprego mais qualificado e pelos juros e dividendos que os empreendedores pagam às famílias pela utilização do seu dinheiro.

Garantiu que o mercado de capitais trará perspectivas e novos desafios para todos empresários, através de instrumentos financeiros que favorecem os empreendedores; modernizam o tecido empresarial e remunerem as poupanças das famílias.

O desenvolvimento da literacia financeira dos cidadãos, para perceberem as oportunidades que o mercado de capitais proporciona e conhecerem os riscos a que estão sujeitos quando investem em instrumentos financeiros como acções, obrigações, unidades de participação, obrigações de tesouro e outros também constitui uma das preocupações da CMC.

Esta edição da “Makas à quarta-feira”, na UEA, trouxe à reflexão dos participantes os temas “O papel do mercado de capitais na recuperação da economia” e “Os mecanismos de protecção ao investidor”, que foram dissertados por técnicos seniores da CMC. (ANGOP)

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