Dados do INE mostram alta nos preços da saúde

Os serviços médico/clínicos e farmacêuticos estão a apresentar oscilação nos preços de referência dos produtos. (Foto: D.R.)

Levantamento do Índice de Preços no Consumidor (IPC) do Instituto Nacional de Estatística (INE) indica uma oscilação que favoreceu a variação de 4,23 para 6,31 por cento no sector entre Junho e Julho.

Os números até são hipotéticos, mas a sua incidência é real. Em Julho, por uma análise clínica ou outro serviço de saúde requerido, os beneficiários pagaram um diferencial acima dos 2,08 por cento pelos centros médico/hospitalares privados, espalhados pelo país, comparativamente ao mês anterior. Ou seja, quem pagou em Junho 10 mil kwanzas, em Julho teve que acrescentar no mínimo mais 280 para ter acesso ao mesmo serviço.

Ao detalhe, as consultas médicas variaram 8,51 por cento e as análises clínicas 8,61, ambas reflexos da tendência de alta contínua dos preços.

De acordo com o levantamento efectuado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no habitaul Índice de Precos no Consumidor Nacional (IPCN), contra os anteriores 4,23 por cento de variação de Maio e Junho, a classe “Saúde” registou entre Junho e Julho um percentual de 6,31.

A variação foi a maior no período em referência, superando mesmo o sector dos bens e serviços diversos, que nos últimos meses tem liderado as oscilações nos preços (contra 5,41 de Junho e 4,78 em Julho).

Da leitura ao documento do INE, depreende-se que, no global, o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), entre Junho e Julho, registou uma variação de 4,26 por cento, superior aos 3,13 do período anterior.

No período em referência, as províncias que registaram maior aumento foram as de Lunda Norte com 6,54 por cento, Cunene com 5,86 e Uíje com 5,85. As com menor variação foram Huíla com 3,68, Huambo com 3,86 e Bié com 4,03.

Avaliação por classes

Além da classe “Saúde” que apresentou variação de 6,31 por cento, destacaram-se também, entre Junho e Julho, os aumentos dos preços verificados nas classes “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 6,22, “Bens e Serviços Diversos” com 4,78 e “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” com 4,02.

A classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 2,98 pontos percentuais durante o mês de Julho, seguida das classes: “Bens e Serviços Diversos” com 0,27 pontos percentuais, “Saúde” com 0,25 pontos percentuais, “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” com 0,19. As restantes classes tiveram taxas inferiores a 0,19.

O documento do INE mostra que os alimentos e as bebidas não alcoólicas ainda pressionam os preços, apesar de determinados bens registarem ligeiras descidas nos preços de oferta.

Ao detalhe, sabe-se que o óleo de soja com 19,29 por cento foi o produto que mais variou. Seguem-se o óleo de palma com 15,64, o pão cassete com 13,39 e o pão carcaça com 10,05 fecham o quarteto dos bens que oscilaram acima de um dígito.

Quadro enterior

Da variação dos preços durante o mês de Junho por província, as que registaram maiores aumentos foram Cabinda com 3,62 por cento, Lunda Norte com 3,50 e Luanda com 3,27. As com menor variação foram Benguela com 2,95, Huíla com 2,97 e Lunda Sul com 3,00.

A classe “Bens e Serviços Diversos” com 5,41 por cento foi a que registou o maior aumento de preços. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Saúde” com 4,23, “Vestuário e calçado” com 3,42 e “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 3,36. A de “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento de preços, com 1,61 pontos percentuais durante o mês de Junho, seguida das classes “Bens e Serviços Diversos” com 0,30, “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis” com 0,24, “Vestuário e Calçado” e “Transportes” com 0,20 cada. As restantes classes tiveram taxas inferiores a 0,20 pontos.

As contribuições para a taxa de variação do IPCN que, no seu conjunto, representam cerca de 7,0 por cento do total, concentram cerca de 53,59 da taxa global de variação em Junho.

Amostra Luanda

O nível geral do Índice de Preços no Consumidor (IPC) da cidade de Luanda registou uma variação de 4,04 por cento entre Junho a Julho.

A classe “ Saúde” foi a que registou o maior aumento de preços com 6,86 por cento. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 5,94, “ Bens e Serviços Diversos” com 4,94 e “ Bebidas Alcoólicas e Tabaco” com 3,85. A variação homóloga situa-se em 35,30 por cento, registando um aumento de 24,89 pontos percentuais em relação ao período homológo. (jornaldeeconomia)

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