Cuanza Norte: Vilas de Samba Cajú e Golungo Alto completam hoje 105 anos de existências

panorâmica da vila municipal do Golungo-Alto (Foto: Lucas Leitão)

As vilas de Samba Caju e Golungo Alto, província do Cuanza Norte, celebram nesta segunda-feira, 105 anos das respectivas fundações, ocorridas, a 01 de Agosto de 1911, com a promoção de várias actividades sociais, culturais e recreativas.

Localizado a 105 quilómetros de Ndalatando (capital da província), Samba-Cajú é a sede do município com o mesmo nome, cuja denominação resulta da confluência entre os rios “Samba” e “Cajú”.

Visando saudar a efeméride, a administração municipal de Samba-Cajú cumpre desde há semana passada, um vasto programa de actividades cujo destaque recai para realização de um ritual tradicional, campanhas de limpeza e embelezamento assim como maratonas músico-cultural.

Desde 2002, a região vem conhecendo um desenvolvimento assinalável, fruto da promoção de vários investimentos inseridos no programa de combate à fome e à pobreza, sobretudo no domínio da reabilitação de infra-estruturas, onde o destaque recai para os sectores da educação, saúde e habitação.

No domínio habitacional, a sede municipal do Samba-Cajú beneficiou de um projecto de construção de 200 fogos habitacionais, cuja primeira fase abarcou a construção das primeiras 100 residências que poderão contribuir para melhor acomodação dos técnicos da administração local e atracção de novos quadros para o município.

A região dispõe de grandes extensões de terras aráveis que a tornam propícia para a prática da agricultura e pecuária, sobretudo a nível da comuna de Samba-Lucala que detém uma tradição na produção em grande escala, da mandioca, feijão, batata-doce, inhame, milho, café, entre outros produtos.

Samba-Cajú é constituído por uma extensão territorial de 2.485 quilómetros quadrados habitado por 23 mil 868 populares, distribuídos pela vila e a comuna de Samba-Lucala.

Por sua vez, a vila do Golungo Alto, sede do município com o mesmo nome, completa os mesmos 105 anos de existência, sob o signo “Golungo Alto berço do desenvolvimento”, cumprindo igualmente, desde há semana finda, várias actividades sociais, culturais e recreativas.

Golungo Alto, como circunscrição administrativa, teve várias datas já que incorporava diversos territórios, assim sendo, a administração municipal, visando encontrar uma data de consenso, aprovou em 2012, a coberto da portaria 832 inserto no boletim oficial nº 3, de Agosto de 1911, o dia 1 de Agosto, como a data para as comemorações subsequentes das festas da vila.

O programa das festividades contemplou a realização de um colóquio sobre a contribuição do Golungo Alto no nacionalismo angolano, palestras sobre a origem da crise económica e diversificação da economia, feira de produtos agrícolas, entre outras actividades.

Administrativamente, o município possui quatro comunas, nomeadamente, Golungo Alto (sede), Cambondo, Cerca e Quiluanje e é constituído por uma população composta por 29 mil 259 habitantes.

À semelhança de outras regiões da província, a circunscrição vem igualmente conhecendo um desenvolvimento assinalável, fruto da promoção de vários investimentos inseridos no programa de combate à fome e à pobreza, sobretudo no domínio da reabilitação de infra-estruturas, onde o destaque recai para os sectores da educação, saúde e habitação.

A vila situa-se a 54 quilómetros de Ndalatando, sede da província do Cuanza Norte.

De clima tropical húmido, a circunscrição apresenta um relevo montanhoso, favorecendo o cultivo de todo o tipo de culturas. É muito rica em fauna e flora selvagem, com particular destaque para os elefantes e javalis, para além da reserva florestal do Golungo Alto, o que poderá constituir um importante atractivo turístico.

A produção baseia-se no milho, feijão, batata-doce, mandioca café arábica, hortaliças diversas, citrinos e outros, que influenciam no desenvolvimento da região, e das famílias em especial.

Quer o Samba Caju assim como o Golungo Alto têm como línguas predominantes o Kimbundu e Português, sendo esta última a língua oficial que serve de ligação entre os povos. (ANGOP)

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