Cuanza Norte: Mulher dá à luz gêmeas siamesas no Hospital Materno-Infantil

Cuanza Norte:Hospital materno infantil (Foto: Estévão Francisco Manuel)

Uma mulher de 30 anos deu à luz gêmeas siamesas na terça-feira, no Hospital Materno Infantil do Cuanza Norte, em Ndalatando, informou na quarta-feira, à Angop, nesta cidade, o director provincial da saúde, Domingos Quiala.

De acordo com o responsável, o parto, considerado normal, foi realizado ao cabo de 29 semanas de gestação (prematuro), resultando no nascimento de trigémeas, das quais dois dos bebés estão unidos pelo abdômen, compartilhando os intestinos grossos e delgados.

Informou que o estado de saúde das três meninas é reservado, estando as mesmas agasalhadas em incubadoras, por nascerem antes do tempo previsto.

O médico que não revelou o peso das mesmas à nascença salientou que apresentam igualmente má formação congénita relactivamente aos sexos.

Domingos Quiala admitiu serem remotas as hipóteses de sobrevivências das trigémeas dado o tempo de gestão e a falta de condições técnicas e humanas a nível local para a separação das siamesas.

Assegurou, no entanto, que está em contacto com o hospital pediátrico de Luanda para possível transferência das mesmas, nas próximas horas, para aquela unidade a fim de terem segmento especializado por neonatalogistas e cirurgiões para possível separação das siamesas.

Salientou que a parturiente, Adelaide Francisco Cassua, mãe de oito partos todos normais, proveniente do bairro Quibuangoma (periferia da cidade de Ndalatando), o seu estado é estável e passa bem.

Apontou o uso excessivo de álcool, tabagismo durante a gestão e no período de fertilidade, assim como doenças infecciosa durante o primeiro trimestre de gestão, má alimentação, desnutrição, entre outros, como as causas prováveis do aparecimento de casos de má formação congénita.

Nesta conformidade, apelou às mulheres a evitarem o consumo de álcool sobretudo durante o período de gestação e a cumprir rigorosamente as consultas pré-natais.

Quanto ao futuro das crianças, disse ser um caso bastante delicado e raro, mas que a equipa médica vai aguardar até as próximas horas para uma decisão mais sensata.

Já a médica neonatalogista, Ermi Helena, que cuida das recém-nascidas, ao comentar sobre a possibilidade de separação dos bebês, referiu como sendo “quase nulas” as hipóteses de sobrevivência, uma vez que, uma das siamesas está em estado de saúde reservado e caso morra, a outra também morre.

Porém, considera ser necessário que se faça primeiro uma avaliação detalhada para saber-se quando e como será feita essa cirurgia, uma vez que, se transfira o caso para Luanda, o que está sendo feita.

Por sua vez, os pais das trigémeas, Rodrigo Fula, de 49 anos de idade, funcionário do Ministério do Interior e Adelaide Francisco Cassua, surpreendidos com o sucedido admitiram ser o primeiro caso do gênero em ambas famílias.

Confessam que desistiram das consultas pré-natais na segunda avaliação, quando souberam por intermédio da ecografia mandada fazer pela medica que a assistia, que se tratava de uma gravidez de trigémeas com má formação congênita e que duas eram siamesas.

“Os meus sete partos anteriores foram sempre normais e quando a médica disse-me que estava a espera de trigémeas e nestas condições, então parei de vir às consultas e fiz apenas duas”, admitiu Adelaide Cassua, que espera apenas que os médicos consigam assegurar a sobrevivência das filhas.

Este é o primeiro parto de siameses em unidades sanitárias do Cuanza Norte. (ANGOP)

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