Cuando Cubango: Registados mais de 15 mil casos de malária na pediatria de Menongue

Cuando Cubango: Elsa Calenga - Directora do Hospital Pediátrico de Menongue (Foto: Armando Morais)

Pelo menos 15 mil e setenta e cinco casos de malária foram registados no primeiro semestre do ano em curso na Pediatria de Menongue, capital do Cuando Cubango, tendo causado a morte de 106 crianças, contra 94 petizes em igual período de 2015.

A informação foi avançada esta terça-feira, em Menongue, pela directora da unidade hospitalar, Elsa Calenga, tendo avançado que, em 2015, foram registados 14 mil e 510 casos de malária, das 23 mil e 416 consultas médicas efectuadas, contra 23 mil e 416 do corrente ano.

Segundo a responsável, durante o primeiro semestre do ano em curso, foram internadas quatro mil e quarenta e seis crianças com diversas patologias, contra três mil e quatrocentos e noventa e dois de 2015.

“O que mais chamou atenção à direcção da unidade hospitalar em relação a mortalidade, foram os meses de Março e Abril, com uma cifra de 21 e 20 crianças vítimas de malária, respectivamente”, disse a directora, justificando a época de chuva em que os índices de casos e de mortalidade aumentam, por causa do aumento dos mosquitos.

Referiu que, nos meses acima mencionados, tinham sido internadas 853 crianças (Março) e 806 (Abril), tendo avançado que as principais doenças, depois da malária, são as respiratórias agudas e as diarreicas agudas, em 2016.

Em relação a outras doenças, fez saber que nos primeiros seis meses de 2016 a instituição sanitária registou três mil e 605 casos de doenças respiratórias agudas (DRA), contra dois mil 086 do ano anterior, e dois mil e 619 de doenças diarreicas agudas (DDA), contra dois mil e 257 casos em 2015.

Em relação ao atendimento diário, disse que, nos primeiros quatro meses do ano, o quadro oscilava entre os 150 a 200 pacientes, uma cifra que reduziu consideravelmente nos meses de Maio e Junho, com uma média diária de 15 a 20 crianças, com um internamento de duas a três menores.

Elsa Calenga informou que a unidade hospitalar tem uma capacidade de 106 camas, mas que esta cifra tem sido ultrapassada nos momentos em que se regista 180 a 200 pacientes a internar, o que obriga a utilização dos corredores da instituição, sobretudo na época de chuva.

Já nos meses de Maio e Junho, continuou, o índice de doenças diminuiu consideravelmente, fruto da época do cacimbo que se encontra o país, com realce para aquela região.

Em relação aos medicamentos, considerou não serem suficientes as reservas existentes para atender os doentes com diversas patologias, sobretudo nas épocas em que os índices de internamente são elevados, concretamente na época de chuva.

Neste particular, a responsável anunciou a carência de medicamentos para malária, doenças diarreicas agudas e respiratórias. (ANGOP)

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