Cuando Cubango: Mais de 25 mil pessoas afectadas pelas chuvas

Chuvas causam prejuízos no Cuando Cubango (Foto: Pedro Moniz Vidali)

Vinte e cinco mil 848 pessoas foram afectadas pelas chuvas dos primeiros seis meses do ano em curso na província do Cuando Cubango, que causaram ainda a destruição de 312 residências.

Segundo o balanço semestral do comando provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, chegado hoje (quinta-feira) à Angop, estes dados resultam das 312 famílias que perderam as suas residências, destruídas completa e parcialmente.

São apontadas como presumíveis causas que estiveram na origem de tais ocorrências a construção em zonas de risco e a falta de saneamento básico, sendo que a população afectada foi realojada provisoriamente nas residências dos seus respectivos familiares.

Foi possível, em termos de assistência, durante o período distribuir 240 mil litros de água potável à população residente em alguns bairros que ainda não foram abrangidos pelo programa “Água para Todos”, a nível do município de Menongue, bem como procedeu-se a entrada, para algumas famílias em Menongue, de 65 chapas de zinco.

Houve, no período em análise, sem dados comparativos ao período anterior, o registo de cinco mortos, dos quais quatro por ataques de jacarés nos rios Cuchi, no município com mesmo nome, Lomba (Mavinga) e Luvango, em Menongue, e um por descarga atmosférica.

Consta ainda dos registos, sete feridos por descarga atmosférica nos municípios de Menongue, Cuito Cuanavale e de Mavinga, bem como o registo de doze infra-estruturas, das quais dez públicas e duas privadas, danificadas ou inundadas.

Sobre a estiagem, o balanço refere que houve o registo de seis lavras inundadas pela chuva e igual número de famílias, que corresponde a 36 pessoas afectadas, ocorrências sucedidas nos municípios do Cuchi e do Calai.

De acordo com o relatório dos últimos seis meses do ano em curso, houve ainda o registo de quatro mil, quatrocentas e cinquenta e quatro famílias que correspondem a 22 mil e 444 pessoas assoladas pelas calamidades de fome, resultante da estiagem que afectou o município de Mavinga.

Este facto motivou a população da circunscrição deslocar-se das suas residências para a mata à procura de frutas silvestres. (ANGOP)

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