COA lamenta desqualificação da judoca Faia

A judoca Faia e o lutador de artes marciais mistas, Demarte Pena, com o ministro Gonçalves Muandumba. (Foto: Angop)

O secretário geral do Comité Olímpico Angolano, António Monteiro “Bambino” lamentou a falha técnica cometida por Antónia de Fátima “Faia” na segunda eliminatória do torneio de Judo do -70 kgs do Rio2016.

Ao fazer uma primeira avaliação da prestação de algumas modalidades em que Angola esteve representada no evento que encerra hoje, domingo, o responsável olímpico disse que, pela experiência que ela acumula, esperava que a judoca angolana passasse pelo menos à terceira eliminatória.

“O Paulo Silva e a Faia são atletas experimentados, tinham que ter outro desempenho. Não estou a referir-me a medalhar, mas a Faia não devia ter tido essa falha. Qualquer jodoca sabe que não deve cometer esse tipo erros, quando ela até tinha o combate dominado, tinha tudo para passar pelo menos à terceira eliminatória”, argumentou.

A judoca, três vezes olímpica, foi desqualificada no combate com a alemã Laura Vargas Koch, quarta do ranking mundial da categoria de menos de 70 kg, por segurar as pernas da adversária. No seu primeiro desafio Faia batera a venezuelana Elvismar Rodríguez.

Quanto ao representante do tiro, que também já esteve em Jogos Olímpicos, Bambino esperava um melhor desempenho, mas questões climatéricas, com muito vento na altura da sua actuação, afectaram o seu resultado.

O desempenho da vela e do remo foram próprios de uma estreia, na avaliação do secretário-geral do COA. “Na sua primeira participação, o nervosismo é natural, a competir com muitas embarcações colocaram pressão porque eram tantos barcos que não é hábito nem em Angola nem em África”.

“Foi uma primeira participação, temos de estar satisfeitos. Lembrar que para chegarem aqui tiraram do caminho muitos outros competidores. Vamos aguardar por melhores momentos”, referiu.
Quanto à natação, este ex-praticante e até recentemente presidente da federação nacional mostrou-se satisfeito com o desempenho de Ana Nóbrega, por ter melhorado a sua marca nacional, já sobre Pedro Pinotes, admitiu que esteve em dia não.

“Ana Nobrega superou-se. Já Pedro Pinotes não esteve tão bem na prova. Há dias que, por mais que se tente, não se consegue fazer melhor”, lamentou.

OLÍMPAFRICA
NA AGENDA

O Comité Olímpico Angolano  (COA) aproveitou a realização dos Jogos Olímpicos rio2016, para angariar apoios no sentido de dar seguimento ao projecto Olímpafrica de Viana, em Luanda, informou quinta-feira no Rio de Janeiro, o secretário-geral do COA, António Monteiro.

Em declarações antes do seu regresso a Luanda, o responsável do olimpismo angolano disse que foram feitos contactos com autoridades desportivas brasileiras, do centro de alto rendimento de atletismo e com o responsável máximo do atletismo em África com vista ao relançamento do projecto Olimpafrica, uma infra-estrutura destinada a massificação desportiva  sedeada no município de Viana.

De acordo com António Monteiro, o actual momento económico-financeiro inviabilizou o projecto inicial, pelo que o COA busca recursos para avançar com um plano alternativo.

“Mantivemos bons contactos (…) A crise Inviabiliza o projecto olimpafrica, por isso, procuramos alternativas para o projecto inicial”, explicou.
O secretário geral não avançou pormenores sobre o assunto, mas mostrou-se optimista e até apontou uma previsão para a conclusão do projecto.
Estamos bem encaminhados e vamos tentar realizar até final de 2017”, declarou.

O Projecto Olímpafrica é um programa da Solidariedade Olímpica que visa dar maior dignidade às actividades desportivas em zonas remotas. A sua implementação em Angola data de 1992 e a primeira fase foi concluída em 2001.

A sua conclusão definitiva consta do programa de acção da equipa dirigida pelo ex-basquetebolista Gustavo Conceição para o mandato de 2013-2017.

DOPING
Moldávio perde medalha da canoagem

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, competição que encerra hoje, domingo, registou sexta-feira a primeira medalha perdida por doping.

A Comissão Disciplinar do Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou anteontem que Seghei Tarnovschi, da Moldávia, perdeu a medalha de bronze na disputa do C1 1.000m na canoagem velocidade por ter dado positivo em um exame antidoping.

A decisão foi tomada no dia anterior, horas depois de a Federação Internacional de Canoagem anunciar o resultado adverso.

Com tal decisão, a medalha de bronze passou agora para o russo Ilia Shtokalov.

O alemão Sebastian Brendel,  venceu o ouro da referida competição, enquanto o brasileiro Isaquias Queiroz ficou em segundo lugar.

Tarnovschi já tinha sido suspenso preventivamente por conta do doping. Assim, ele ficou fora da prova do C2 1.000m.

O teste que flagrou o atleta foi realizado em um período antes dos Jogos Olímpicos, e a substância irregular ainda não chegou a ser anunciada.

Agora, atleta da Moldávia deve ser julgado para ter sua punição anunciada. Mas a perda do bronze é uma certeza.

Na missão angolana a selecção de andebol foi fustigada com baterias de testes, média e um a dois por jogo, mas David Abel, médico responsável pelas pérolas considerou que a equipa está “limpa”.

“É normal esta frequência de testes, nós sorteamos as atletas da equipa nossa adversária e eles das nossas. Posso garantir que não nos preocupa, porque as nossas atletas estão bem”, disse. (jornaldosdesportos)


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