Cidadãos indicam formas de poupar face à crise

Possuir cartão de desconto é uma opção para reduzir gastos (Foto: Pedro Parente/arquivo)

Comprar nos dias de promoção, colocar em lista os produtos a comprar, possuir cartão de desconto e levar comida de casa ao serviço são algumas saídas para reduzir as despesas em tempo de crise, declararam cidadãos de Luanda à reportagem da Angop.

Além dessas formas de poupar, os entrevistados apontaram também a redução da frequência a restaurantes, ir às compras sem crianças, evitar passeios e convívios dispendiosos e estipular o quanto pretende gastar.

Evitar ir à loja ou mercado de estômago vazio, pesquisar por locais onde vendam produtos mais baratos, cozinhar alimentos estritamente para o número de pessoas da família constituem ainda outras formas para reduzir despesas e para poupar.

Nesse quadro de ideias e métodos para evitar e reduzir despesas, Jaime António, um dos entrevistados, disse que fugir às tendências da moda, que influenciam comprar coisas por estarem em voga também é uma boa opção.

Jaime exemplificou, dizendo que às vezes é tentado a comprar telefone por força de um novo lançamento de uma marca famosa, para ficar actualizado e mais valorizado no meio em que se inserir.

Sobre fazer compra nos dias de promoção, Beatriz David, outra entrevistada, disse que compensa porque os produtos estão mais baratos.

Em Luanda, por exemplo, disse ela, os supermercados Shoprite e Kero têm efectuado promoções e os clientes têm acorrido àqueles locais.

A sugestão de levar comida ao serviço, uma opção oposta à frequência a restaurantes, foi avançada por Karina Joaquim que entende que ajuda a poupar muito e a manter o orçamento estável.

Embora essa seja uma alternativa à frequência a restaurantes, ela disse que é trabalhadora de um restaurante no centro da cidade de Luanda e que a crise não reduziu a clientela e pelo contrário os clientes gastam mais.

Não levar crianças às compras nem ir de estômago vazio, na opinião de alguns interlocutores é uma boa medida.

Adoreta Domingas disse que as crianças obrigam a realizar despesas imprevistas assim como a fome força a fazer compra por impulso.

Quanto ao cozinhar estritamente para os membros da família, houve entrevistados que contrariaram, argumentando que põe em causa um valor da cultura angolana, cozinhar tendo em conta uma possível visita.

Nesta esteira, Viegas Miguel disse que o contexto actual não se compadece com a cultura. “Há escassez de recursos financeiros e não há como esbanjar. Deve-se fazer tudo contado”, finalizou.

Cerca de duas dezenas de interlocutores reconheceram que o momento está difícil e que era necessário ter-se um horizonte de quando é que a actual situação económica do país vai passar ou melhorar. (ANGOP)

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