Cabo Verde vai apoiar Angola a integrar “Lista Branca” da IMO

AMP (DR)

A Agência Marítima e Portuária (AMP) de Cabo Verde compromete-se em evidenciar esforços no sentido de apoiar a administração marítima angolana no processo que visa a integração de Angola à denominada ?Lista Branca? da Organização Internacional Marítima (IMO), decorrente da convenção STCW/78 e suas emendas.

O facto foi avançado hoje, sexta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração do Agência Marítima e Portuária (AMP) de Cabo Verde, comandante António Cruz Lopes, quando interveio na cerimónia de assinatura do acordo de cooperação técnica com o Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA).

António Lopes acredita que a maior parte dos marítimos angolanos passará a ser titular de pleno direito e a curto prazo dos certificados de qualificação para o exercício da profissão e os restantes terão os seus certificados de competência reconhecidos numa segunda fase do projecto.

“A experiência de Cabo Verde em matéria de implementação da Convenção sobre Normas de Formação, Certificação e de Serviços de Quartos para Marítimos (STCW/78) e suas emendas, e o facto do país constar da designada “Lista Branca” da Organização Internacional Marítima (IMO), constitui aspectos relevantes e uma mais valia, pelo que gostaríamos de partilhar essa experiência e colocá-la ao serviço dos dois países”, garantiu o PCA da IMP de Cabo Verde.

António Lopes augura que da parceria firmada resulte vantagens para as duas instituições e países, porquanto o reforço e a consolidação da segurança marítima e da navegação irá potenciar o desenvolvimento económico e social , nomeadamente do transporte marítimo de cargas, passageiros, das pescas e das actividades marítimo-turísticas, as trocas comerciais nacionais e internacionais.

Em gesto de partilha de experiência, António Lopes disse que a Agência Marítima e Portuária de Cabo Verde (AMP) vem realizando esforços na reestruturação marítima para conseguir o maior cumprimento dos compromissos internacionais em matéria de segurança marítima.

Entre os compromissos estão os de navegação marítima, regulação do transporte marítimo e portos, áreas essenciais para o desenvolvimento socioeconómico e social, visando levar o país no patamar elevado na execução dos padrões estabelecidos pelas convenções internacionais de que o país é parte.

Por sua vez, o director-geral do Instituo Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), Victor Alexandre de Carvalho, admitiu que país carece de quadros para dar continuidade aos projectos e processos existentes, no quadro dos investimentos feitos em várias áreas.

Victor Alexandre de Carvalho diz que com este protocolo serão formados quadros na segurança marítima e portuária, convergência técnica e normativa, protecção do meio ambiente, em investigação técnica de incidentes e acidentes marítimos.

“Quando forem formados os quadros seremos melhor reconhecimento a nível da Organização Internacional Marítima”, augurou o responsável.

Quadros seniores de ambas as instituições testemunharam a assinatura deste documento. (ANGOP)

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