Banco de Inglaterra decide se desce taxas de juro

(HANNAH MCKAY/EPA)

O Banco de Inglaterra reúne-se hoje para debater a política monetária e os mercados esperam que a instituição desça as taxas de juro para o mínimo de sempre de 0,25% e aumente os estímulos à economia.

O Banco de Inglaterra reúne-se hoje para debater a política monetária e os mercados esperam que a instituição desça as taxas de juro para o mínimo de sempre de 0,25% e aumente os estímulos à economia.

Segundo analistas citados pela agência Efe, os investidores esperam que o Banco de Inglaterra desça as taxas de juro dos atuais 0,50% para o mínimo de sempre de 0,25% e aumente os estímulos à economia para responder à vitória do ‘brexit’ no referendo de 23 de junho sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia (UE).

Esta redução da taxa de juro para o nível mais baixo da história de 322 anos do banco central do Reino Unido também seria a primeira desde março de 2009, quando a instituição a baixou para o valor atual de 0,50% e lançou o programa de compra de dívida (Quantitative Easing, QE) para estimular a concessão de crédito durante a crise financeira global.

Na reunião de 14 de julho, o Banco de Inglaterra deixou a sua taxa de juro de referência inalterada em 0,50%, apesar da decisão britânica de sair da UE adotada em referendo a 23 de junho (Brexit).

A maioria dos membros do comité de política monetária disse, no entanto, esperar uma flexibilização em agosto, indicam as atas da reunião.

“Os dados oficiais sobre a atividade económica no período a seguir ao referendo ainda não estão disponíveis. No entanto, há sinais preliminares de que o resultado afetou a confiança das famílias e das empresas”, indicou o banco central britânico após essa reunião.

Na primeira reunião realizada depois do referendo, o Banco de Inglaterra também decidiu manter o programa de estímulos à economia em 375 mil milhões de libras (448 mil milhões de dólares).

A decisão de manter a taxa de juro em 0,5% foi anunciada quando vários analistas consideravam provável uma descida. Muitos investidores e os mercados já tinham antecipado uma flexibilização monetária e a libra subiu em relação ao dólar e ao euro à espera dessa deliberação.

No fim de junho, o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, afirmou que deveria ser “necessária uma flexibilização monetária no verão”.

O mesmo responsável indicou que o comité de política monetária faria uma avaliação inicial a 14 de julho e um estudo mais completo, com novas previsões, no relatório trimestral da instituição sobre inflação e crescimento, em agosto.

O banco central considerou que depois de uma forte reação dos mercados financeiros quando foram anunciados os resultados do referendo, “os mercados funcionaram bem, com a melhoria da resistência do sistema financeiro do Reino Unido e a flexibilidade do quadro de regulação a permitirem limitar o impacto” da decisão.

O comité de política monetária decidiu por maioria esperar e estudar a evolução da economia britânica nas próximas semanas, antes de anunciar uma nova decisão a 04 de agosto.

Uma descida das taxas de juro pode beneficiar o crédito e o mercado imobiliário, mas prejudica os depósitos e poderá levar a uma nova queda da libra, depois da depreciação registada na sequência do referendo que ditou a vitória do ‘Brexit’. (OBSERVADOR)

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