Arroz e feijão mais caros nos mercados de Luanda

Feijão exposto num dos mercados de Luanda (Foto: Henri Celso/arquivo)

A compra de um quilograma de arroz e de feijão está a custar mais caro nos mercados periféricos de Luanda, onde os preços variam de 400 kwanzas (Akz) a 500, para o cereal, e 700 a Akz 800, para o grão rico em proteínas e ferro.

A alta no preço dos indispensáveis ingredientes do conhecido prato feijão com arroz é consequência da subida do custo dos produtos da cesta básica que o mercado interno regista desde o início do ano em curso.

Esse quadro tem dificultado a aquisição destes bens por parte de muitas famílias que viram deduzir o poder compra face a esse panorama.

A par do arroz e do feijão, o açúcar, óleo alimentar, a fuba de bombo/milho e massa alimentar também foram “atingidos” pela incidência da alta de preços.

A constatação ficou patente, numa ronda feita pela Angop aos mercados luandenses de São Paulo (Sambizanga), Congolenses (Rangel), Asa Branca (Cazenga), Panguíla (Bengo) e Kwanzas (Ngola Kiluanje), locais de abastecimento de grande parte dos habitantes da capital angolana.

No mercado dos Congolenses, município do Rangel, o arroz está ser vendido a Akz 500, preço alto se comparado com a oferta nos mercados dos Kwanzas, Asa Branca e Panguíla, onde o preço oscila entre 400 e Akz 450.

No início do ano em curso, o quilograma de arroz custava em média 300 kwanzas.

Contrariamente ao arroz, o feijão está ainda mais caro, com preço de Akz 700 nos mercados periféricos dos Kwanzas, Asa Branca e Panguíla, contra um preço médio anterior de Akz 400.

No mercado do São Paulo, um quilograma de açúcar que há dois meses era vendido a Akz 300, agora é adquirido pelo dobro do preço anterior. Fundamental na confecção de refeições, o óleo vegetal tem o litro a ser vendido a mil kwanzas, contra Akz 700 anterior.

Com o preço desnivelado nos diferentes mercados, o óleo vegetal é comercializado a Akz 1. 500 no mercado dos Kwanzas, a 900 (Asa Branca) e a 800 (Panguila).

Uma alternativa ao arroz com feijão é a massa com feijão. Essa opção se afigura realizável, se levar em conta que o pacote de massa pode ser adquirido a Akz 250 e 300 nos mercados dos Kwanzas, Asa Branca e Panguila, contra os Akz 200 anteriores.

Os mercados periféricos de Luanda não vivem apenas de preços altos, como comprova a redução no preço da fuba de bombó e de milho, produtos fundamentais na confecção do funge, um “clássico” da culinária angolana.

Nos diferentes mercados o quilograma de fuba pode ser encontrada a Akz 150 (a de bombó) e a 250 (milho). Anteriormente o custo médio rondava os Akz 250.

Uma unidade de ovo a 60 kwanzas e o quilograma de sal a Akz 350 mantêm o preço de venda das últimas três semanas.

Os mercadores periféricos da capital angolana têm como fontes abastecedores a cintura verde de Luanda (de onde ontem os produtos agrícolas e as hortifruticolas) e os armazéns retalhitas, que comercializam produtos importados. (ANGOP)

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