Angola e China rubricam protocolo de cooperação sobre envio de equipa médica

Angola e China rubricam protocolo cooperação (Foto: Pedro Parente)

As autoridades angolanas e chinesa rubricam hoje (terça-feira), em Luanda, um protocolo de cooperação sobre o envio da quarta equipa médica ao país, no quadro de uma doação da República da China à Angola.

O documento foi rubricado pela secretária de Estado para a Cooperação, Ângela Bragança, e o embaixador da República da China em Angola, Cui Aimin, com o objectivo de contribuir para a melhoria do sistema sanitário do país.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do protocolo, a secretária de Estado, Ângela Bragança, manifestou os agradecimentos das autoridades nacionais pela ajuda permanente e, sobretudo, a relação estratégica que os dois países desenvolvem.

Ângela Bragança referiu que estas relações atingiram o ponto alto em 2015, com a visita do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, à China, durante a qual foram assinados acordos importantes no âmbito da cooperação, do financiamento, entre outros.

“Como sabem, independentemente do financiamento, há também um reforço da amizade entre os povos”, disse.

Fez ainda menção as acções das autoridades chinesas que, após a construção do Hospital Geral de Luanda, estão envolvidas no apetrechamento da infra-estrutura em termos de equipamento, medicamento e no domínio do pessoal.

Referiu ainda que a parte chinesa está também preocupada com as questões de manutenção do Hospital Geral.

“Há uma acção abrangente que não se resume à área da saúde, mas por exemplo em relação a outras áreas, como a agricultura”, disse.

No que toca ainda à agricultura, acrescentou que está em preparação a construção de um centro de investigação agrícola, bem como outro de formação profissional com alta tecnologia, este último no Huambo.

Por sua vez, o diplomata chinês Cui Aimin deu a conhecer que, após a assinatura deste protocolo, serão desenvolvidas acções para que estes estejam no país até ao final do ano.

Acrescentou que, desde o ano de 2009, a China enviou já ao país três equipas, com um total de 50 médicos especializados em distintas áreas.

“Este projecto é um serviço médico gratuito ao povo angolano, prestado pela parte chinesa que recebeu um total de 62 mil casos, incluindo quatro mil graves, e efectuou mil e 800 operações cirúrgicas”, explicou.

Também no domínio da saúde, referiu ainda que o seu país fez uma doação de 500 mil dólares, por altura do surto de febre-amarela que afectou o país. “Agora, será realizada uma segunda doação de materiais médicos a Angola, no valor de seis milhões e 500 mil yuans”.

“Esta doação está em preparação e os meios chegarão a Luanda em breve, o que vai favorecer a melhoria das condições médicas e o bem-estar do povo”, disse. (Angop)

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