Agressões raciais aumentaram desde saída do Reino Unido da UE

Manifestação em Londres contra a violência policial envolvendo negros (AFP)

O Reino Unido deve tomar medidas urgentes ante o aumento das agressões raciais desde a votação sobre o Brexit, e diante da persistência da discriminação envolvendo minorias étnicas, afirmou nesta quinta-feira uma comissão governamental britânica.

A Comissão sobre a Igualdade e os Direitos Humanos publicou um relatório que foi apresentado como o mais abrangente já realizado até o momento sobre as minorias étnicas no Reino Unido.

Apesar de sua situação ter melhorado em alguns aspectos nos últimos cinco anos, a vida para muitos membros dessas minorias se tornou muito mais dura, em particular em relação aos jovens negros.

De forma geral, “os negros têm mais probabilidades de serem vítimas de crimes ou de serem tratados mais duramente pelo sistema judicial”, explica o documento. “Na Inglaterra e no País de Gales, você tem duas vezes mais possibilidades de morrer de forma violenta se for negro”.

Os delitos xenófobos conheceram um pico sem precedentes na Inglaterra e no País de Gales depois do referendo dos britânicos sobre a saída da União Europeia, em 23 de Junho, que foi precedido por uma campanha na qual a imigração foi o tema central.

“A reputação que nosso país ganhou duramente graças a sua tolerância enfrenta a pior ameaça que conheceu em décadas”, adverte o relatório.

As desigualdades afectam igualmente o mundo trabalhista. Os membros de minorias têm duas vezes menos possibilidades de achar um trabalho do que uma pessoa branca.

Quanto aos salários, os negros diplomados recebem em média um salário 23,1% inferior ao dos brancos. (AFP)

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