Abertura dos mercados: Petróleo cai mais de 1,5% e bolsas recuam após discurso de Yellen

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo depois de a presidente ter aberto a porta a uma subida dos juros no curto prazo. O petróleo também segue no vermelho, com uma descida superior a 1,5%.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,17% para 4.689,55 pontos

Stoxx 600 perde 0,29% para 342,74 pontos

Nikkei valorizou 2,30% para 16.737,49 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,4 pontos base para 3,059%

Euro recua 0,08% para 1,1188 dólares

Petróleo em Londres cai 1,60% para 49,12 dólares o barril

Bolsas europeias no vermelho após palavras de Yellen

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo esta segunda-feira, 29 de Agosto, numa altura em que cresce a especulação em torno de uma subida dos juros nos Estados Unidos no curto prazo. O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600 perde 0,29% para 342,74 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,17% para 4.689,55 pontos, penalizado sobretudo pela Nos e pela Galp Energia. A operadora liderada por Miguel Almeida desvaloriza 0,59% para 5,851 euros enquanto a Galp Energia cai 0,46% para 13,08 euros.

Juros da dívida pouco alterados na Europa

Os juros da dívida pública portuguesa estão em alta ligeira, acompanhando a tendência que se estende à maioria dos países da periferia do euro. A yield associada às obrigações portuguesas a dez anos sobe 1,4 pontos base para 3,059%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o agravamento é de 1 ponto base para 0,954%. Na Alemanha, os juros da dívida a dez anos avançam 3,2 pontos para -0,04%.

Dólar em queda ligeira

A moeda norte-americana está a negociar em queda ligeira face às principais congéneres mundiais, depois de ter acumulado uma valorização de 1,12% na semana passada. Esta evolução acontece depois de, na sexta-feira, a presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen, ter aberto a porta a uma subida dos juros em breve.

“À luz do desempenho sólido e contínuo do mercado laboral e da nossa previsão para a actividade económica e para a inflação, acredito que o cenário de um aumento na taxa de referência reforçou-se nos últimos meses”, disse na sexta-feira, 26 de Agosto.

A ideia foi reforçada logo a seguir pelo vice-presidente da Fed, Stanley Fischer que reconheceu a possibilidade de não uma mas até duas subidas dos juros este ano.

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais divisas mundiais desce 0,02%.

Petróleo perde mais de 1,5%

O petróleo está a desvalorizar mais de 1,5% nos mercados internacionais, numa altura em que persistem as dúvidas sobre se os grandes produtores vão chegar a um acordo para estabilizar o mercado quando se reunirem no próximo mês para conversações informais.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 1,78% para 46,79 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desce 1,60% para 49,12 dólares.

Ouro recua para mínimos de um mês

O ouro está a desvalorizar pela sétima sessão consecutiva – a mais longa série de perdas desde Maio – depois de os comentários de Janet Yellen e Stanley Fischer, presidente e vice-presidente da Fed, respectivamente, terem aumentado a especulação em torno de uma subida dos juros nos Estados Unidos ainda este ano.

O ouro, que costuma servir de refúgio, desce 0,16% para 1.319,11 dólares por onça, depois de já ter tocado nos 1.314,99 dólares, o valor mais baixo desde 26 de Julho. Já a prata cai 0,68% para 18,53 dólares.

Destaques do dia

Yellen eleva o tom e põe as bolsas sob pressão. As expectativas eram baixas, mas todos queriam saber o que diria Janet Yellen. Abriu a porta a uma subida dos juros já em Setembro e, por isso, surpreendeu. As bolsas dos EUA acabaram por sofrer.

Caixa BI espera que lucros da Mota-Engil tenham mais que quadruplicado. A favorecer os resultados da construtora no semestre estiveram a venda da Tertir aos turcos da Yildirim (contabilizada no primeiro trimestre) e a alienação da Indáqua ao grupo Miya, que ficou concluída no segundo trimestre.

Tesouro procura até mil milhões em dupla emissão de obrigações. Quase dois meses depois da última emissão de obrigações, o instituto liderado por Cristina Casalinho está de regresso ao mercado. O montante a angariar é reduzido e, para isso, o IGCP vai utilizar títulos a cinco e dez anos.

Cada guru, a sua aposta. As últimas apostas de alguns dos maiores investidores em bolsa do mundo mostram tácticas opostas. A Apple e o sector farmacêutico são algumas das fontes de divergência nas convicções de gurus como Buffett, Soros, Paulson e Icahn.

O que vai acontecer hoje

EUA. Investimento privado, relativo a Julho. (Negocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA