Abertura dos mercados: Euro e ouro “brilham” com petróleo e bolsas em queda

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a desvalorizar pela terceira sessão consecutiva, prolongando as quedas dos principais mercados asiáticos. O petróleo está no vermelho, já o euro e o ouro em alta.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,50% para 4.791,60 pontos

Stoxx 600 perde 0,60% para 343,96 pontos

Nikkei desvalorizou 1,62% para 16.596,51 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos inalterados em 2,692%

Euro ganha 0,47% para 1,1236 dólares

Petróleo em Londres desce 0,79% para 47,97 dólares o barril

Bolsas europeias no vermelho pela terceira sessão

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta terça-feira, 16 de Agosto, pela terceira sessão consecutiva, prolongando a tendência negativa dos principais mercados asiáticos. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,60% para 343,96 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,50% para 4.791,60 pontos, pressionado sobretudo pelo sector da energia. A EDP cai 0,77% para 3,077 euros, a EDP Renováveis perde 0,63% para 7,111 euros e a Galp Energia desvaloriza 0,41% para 13,295 euros.

Juros da dívida portuguesa em queda ligeira

Os juros da dívida portuguesa estão em queda ligeira, acompanhando a tendência de desagravamento que se estende à generalidade dos países europeus. Na maturidade a dez anos, os juros portugueses estão inalterados em 2,692%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, descem 0,2 pontos para 0,935%. Na Alemanha, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 1,1 pontos para -0,086%.

Dólar cai pela terceira sessão

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a desvalorizar pela terceira sessão consecutiva, numa altura em que as perspectivas de um aumento dos juros, pela Reserva Federal norte-americana, ainda este ano, continuam baixas. Nesta altura, os traders apontam para uma probabilidade inferior a 50% de uma nova subida da taxa directora em 2016, segundo a Bloomberg.

Esta terça-feira os investidores estarão atentos à divulgação dos dados sobre o índice de preços no consumidor e a produção industrial, nos Estados Unidos.

Petróleo desce pela primeira vez em quatro sessões

O petróleo está a negociar em queda depois de três sessões consecutivas de fortes ganhos – a maior subida em três dias desde Abril.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,72% para 45,41 dólares por barril, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,79% para 47,97 dólares.

Esta evolução acontece depois de o ministro do Petróleo da Nigéria ter afirmado que é “improvável” que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cheguem a um acordo para cortar a produção.

Ouro “brilha” pelo segundo dia

O metal precioso está a ganhar terreno pelo segundo dia consecutivo, contrariando a evolução do dólar norte-americano, na véspera da divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal, que poderão dar sinais sobre a próxima movimentação da Fed.

O ouro ganha 0,74% para 1.349,41 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 1,09% para 20,0355 dólares.

Destaques do dia

Real troca as voltas às empresas brasileiras. A evolução do real está a trocar as voltas a algumas empresas brasileiras. No ano passado, com a divisa em queda livre, muitas empresas com dívida em dólar tiveram de recorrer a derivados cambiais para conter o impacto da subida do dólar face ao real no valor total da dívida.

Matthew Michael: “Ouro deverá atingir novos recordes”. As matérias-primas deverão prolongar a recuperação iniciada este ano. Matthew Michael acredita que os metais preciosos vão continuar a destacar-se, suportados pela procura por refúgio. E a prata pode brilhar mais que o ouro, diz o gestor.

Estímulos são favoráveis às matérias-primas. 2016 tem sido marcado por preocupações em torno do crescimento da economia mundial. A crise na China deu o mote, mas o Brexit e a revisão em baixa de perspectivas para a economia por parte de várias entidades aumentou os receios dos investidores nos últimos meses.

Factores que vão determinar os preços das matérias-primas. O reequilíbrio da oferta, o crescimento económico e a política monetária são alguns pontos que vão marcar a negociação.

Investidores já ganham com as novas OTRV. Houve investidores a vender as novas Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável logo no primeiro dia de negociação. A liquidez para quem quer negociar não é muita: realizaram-se apenas 50 negócios, num montante total de 815 mil euros.

O que vai acontecer hoje
Zona Euro. Balança comercial, relativa a Junho.

Alemanha. Índice ZEW, que mede a confiança dos investidores, relativo a Agosto.

INE. Actividade turística, relativa a Junho.

EUA. Índice de preços no consumidor, relativo a Julho; Produção industrial, relativa a Julho. (Negocios)

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