Abertura dos mercados: Dados dos EUA impulsionam bolsas. Euro desce e petróleo valoriza

(REUTERS)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, depois da divulgação de dados que apontam para a solidez da maior economia mundial. O petróleo segue em alta ligeira e o euro desce face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,20% para 4.705,63 pontos

Stoxx 600 ganha 0,17% para 343,79 pontos

Nikkei desvalorizou 0,07% para 16.725,36 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,1 pontos para 3,032%

Euro recua 0,17% para 1,1170 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,10% para 49,31 dólares o barril

Bolsas europeias em alta

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta terça-feira, 30 de Agosto, prolongando o optimismo da sessão norte-americana, depois de terem sido divulgados dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos. O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600 ganha 0,17% para 343,79 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 0,20% para 4.705,63 pontos, impulsionado sobretudo pela Jerónimo Martins e pela Mota-Engil. A retalhista soma 0,51% para 14,695 euros e a construtora valoriza 2,68% para 1,798 euros, depois de ter anunciado, esta manhã, que fechou o primeiro semestre com lucros de 72,5 milhões de euros, uma subida de mais de 450% face ao mesmo período do ano passado.

Juros da dívida pouco alterados na Europa

Os juros da dívida pública portuguesa estão pouco alterados, acompanhando a tendência da generalidade dos países do euro. A yield associada às obrigações portuguesas a dez anos desce 0,1 pontos para 3,032%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros sobem 0,7 pontos para 0,943%. Na Alemanha, a yield dos títulos a dez anos avança 1,0 ponto base para -0,073%.

Iene cai pela quinta sessão

O iene japonês está a desvalorizar face ao dólar pela quinta sessão consecutiva, devido à especulação que os dados do emprego nos Estados Unidos (que serão divulgados no final da semana) vão aumentar a probabilidade de uma subida dos juros por parte da Reserva Federal norte-americana, alargando a divergência de políticas em relação ao Banco do Japão. O iene desce 0,31% para 102,25 por dólar.

Petróleo sobe com perspectiva de aumento das reservas

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, devido à perspectiva de um novo aumento das reservas de crude nos Estados Unidos.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,26% para 47,10 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe 0,10% para 49,31 dólares.

Esta quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos vai divulgar os dados sobre as reservas de crude do país que, segundo estimativas recolhidas pelas Bloomberg, terão aumentado em 1,5 milhões de barris na semana passada.

De acordo com empresas como a ConocoPhillips e a Statoil ASA, que estiveram reunidas numa conferência na Noruega, enquanto durar o reequilíbrio entre a oferta e a procura, a volatilidade do mercado deverá persistir.

Cobre recupera de mínimos de dez semanas
O cobre subiu pela primeira vez em sete dias, recuperando de mínimos de dez semanas, devido aos sinais positivos da economia norte-americana. Este metal valorizou 0,7% para 4.646,50 dólares por tonelada métrica na London Metal Exchange, antes de negociar nos 4.637 dólares em Xangai, às 10:30 locais.

Esta segunda-feira foi divulgado que os gastos dos consumidores norte-americanos aumentaram em Julho pelo quarto mês consecutivo, impulsionados pela subida dos rendimentos.

Destaques do dia

Lucros da Mota-Engil quintuplicaram. A venda de mais de metade da Indáqua e do negócio portuário fizeram disparar os resultados da Mota-Engil, num período em que as receitas diminuíram 3,6%.

Estrangeiros à caça de oportunidades na bolsa. Empresas como os CTT e a EDP têm sido alvo de interesse de grandes investidores nas últimas semanas, num momento marcado pela correcção das acções. Uma aposta que é, porém, focada em determinados títulos e não generalizada à bolsa portuguesa.

Carlos Sequeira: “Dados os riscos não esperamos um afluxo de capital para a bolsa”. A aposta de investidores estrangeiros no mercado nacional deverá ser limitada a alguns títulos. Carlos Sequeira, analista do Montepio, lembra os riscos que o país enfrenta no curto prazo e afasta um grande afluxo de capital na bolsa lisboeta.

Presidente executivo da DBRS está de saída. Stephen Joynt, que acumulará as funções com as de executive chairman, é o CEO interino com a saída de Curry. A DBRS é, entre as quatro grandes agências de rating que acompanham a dívida portuguesa, a única que classifica as obrigações nacionais em grau de investimento.

Ambiguidade de Yellen divide analistas. Janet Yellen foi a Jackson Hole, onde aproveitou para dizer que há mais razões para subir os juros em breve. Uns defendem que apontou para uma subida já em Setembro, outros acreditam que não deu qualquer pista.

Pharol acredita que vai continuar na administração da Oi. Um administrador não identificado, citado pela Bloomberg, defende que as pretensões da Société Mondiale para afastar os administradores portugueses do “board” da operadora brasileira contrariam os estatutos da Oi e não têm base legal.

O que vai acontecer hoje

INE. Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores, relativos a Agosto; Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego, relativas a Julho; Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio a Retalho, em Julho; Índices de Produção Industrial, em Julho.

Alemanha. Índice de preços na importação, em Julho.

Zona Euro. Confiança dos consumidores, em Agosto.

EUA. Confiança dos consumidores, em Agosto. (Negocios)

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