Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro em alta após minutas da Fed

(REUTERS)

As bolsas europeias estão a subir depois de quatro sessões consecutivas de perdas, enquanto o petróleo prossegue a tendência positiva após a maior série de ganhos em mais de um ano.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,41% para 4.724,39 pontos

Stoxx 600 ganha 0,45% para 341,99 pontos

Nikkei desvalorizou 1,55% para 16.486,01 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,3 pontos base para 2,850%

Euro ganha 0,21% para 1,1313 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,34% para 50,02 dólares o barril

Bolsas europeias em alta

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quinta-feira, 18 de Agosto, depois de quatro sessões consecutivas de perdas. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,45% para 341,99 pontos.

Na bolsa nacional, PSI-20 sobe 0,41% para 4.724,39 pontos, impulsionado sobretudo pelo grupo EDP e pela Jerónimo Martins. A eléctrica liderada por António Mexia ganha 0,53% para 3,019 euros, a EDP Renováveis avança 0,35% para 6,963 euros e a retalhista valoriza 0,31% para 14,665 euros.

Juros da dívida descem na Europa

Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda no mercado secundário, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países europeus. A “yield” associada às obrigações a dez anos desce 2,3 pontos base para 2,850%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a queda é de 3,2 pontos para 0,940%.

Ontem, a agência de notação financeira DBRS disse estar “confortável” com o rating de Portugal, sugerindo que deverá manter a avaliação do país, depois de no dia anterior ter sugerido que a poderia rever em baixa. O dia foi também marcado pelo facto de o IGCP ter colocado 400 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a três meses com o juro mais baixo de sempre. Além destes colocou ainda 900 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 11 meses a uma taxa de 0,007%, apenas ligeiramente acima do mínimo histórico de 0,006%.

Dólar cai pela quinta sessão

O dólar norte-americano está em terreno negativo pela quinta sessão consecutiva, depois de as minutas da Fed terem mostrado que os membros do Comité Federal do Mercado Aberto concordaram, em Julho, que, antes de tomarem outro passo na remoção da flexibilização monetária, seria prudente acumular mais dados sobre o mercado laboral e a actividade económica.

Ainda assim, alguns membros anteciparam que as condições financeiras “vão requerer, em breve, outro passo na remoção da flexibilização monetária”, segundo as minutas da última reunião.

O índice que mede o desempenho da divisa norte-americana desce 0,23%, depois de já ter atingido o valor mais baixo desde 24 de Junho.

Petróleo sobe após dados das reservas

O petróleo está a negociar com sinal verde nos mercados internacionais, depois de ter completado ontem a maior série de valorizações em mais de um ano, em Nova Iorque.

Na quarta-feira, foi divulgado que as reservas de crude nos Estados Unidos registaram a maior descida das últimas cinco semanas. Por outro lado, o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Khelil, admitiu, numa entrevista à Bloomberg, que os membros do cartel estão próximos de um acordo para estabilizar a produção.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,75% para 47,14 dólares enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,34% para 50,02 dólares.

Ouro com maior série de ganhos em seis semanas

O metal precioso está a negociar em alta pela quarta sessão consecutiva – a mais longa série de ganhos das últimas seis semanas – contrariando a desvalorização do dólar norte-americano, depois de as minutas da última reunião da Fed terem mostrado que, no mês passado, os membros da FOMC preferiram aguardar pela divulgação de mais dados sobre o mercado de trabalho e a actividade económica antes de fazer qualquer alteração dos juros.

Contudo, alguns membros, como o presidente da Fed de Nova Iorque, William Dudley, já admitem a necessidade de uma nova subida antes do final do ano.

O ouro ganha 0,23% para 1.351,86 dólares por onça, enquanto a prata sobe 0,36% para 19,7665 dólares.

Destaques do dia

Corticeira Amorim já vale mais que o BCP. A Corticeira Amorim leva a medalha de ouro para a acção que mais valoriza no PSI-20, este ano. Após ter beneficiado com a promoção ao índice de referência, a cotada bateu máximos históricos com os resultados. E já supera o valor de mercado do banco.

Cotadas promovidas ao PSI-20 lideram valorizações. A Corticeira Amorim é a cotada que mais sobe no PSI-20. Mas a Sonae Capital tem a vice-liderança.

Leilão contorna DBRS com novos mínimos. Apesar da turbulência criada pela DBRS nos juros portugueses, o IGCP regressou ao mercado com sucesso. Alcançou um novo mínimo no juro a três meses, num leilão em que vendeu mais dívida do que o previsto.

DBRS “confortável” com o actual rating de Portugal. Depois de ontem ter provocado uma subida generalizada dos juros portugueses, hoje a DBRS diz estar “confortável” com o rating de Portugal.

BlackRock reforça posição nos CTT e passa a deter participação qualificada. Os CTT comunicaram ao regulador que a gestora de activos norte-americana reforçou a posição nos correios nacionais, passando a deter uma participação qualificada de 2%.

Minutas da Fed reforçam expectativa de subir juros “em breve”. A reunião de Setembro da Reserva Federal volta a ser o alvo das atenções, depois de as minutas do último encontro apontarem para uma subida dos juros no curto prazo, algo que dois responsáveis da Fed admitiram recentemente.

O que vai acontecer hoje

Sonae. Apresentação de resultados do segundo trimestre.

INE. Índices de preços na produção industrial, relativos a Julho; Síntese económica de conjuntura, relativa a Julho.

BCE. Relatos da reunião de política monetária, concluída a 21 de Julho.

EUA. Novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana terminada a 13 de Agosto; Pedidos de subsídio de desemprego continuados, na semana terminada a 6 de Agosto. (Negocios)

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