Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e euro no vermelho

(Reuters)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo, numa altura em que o mercado aguarda pelo discurso da presidente da Fed no final desta semana, à espera de pistas sobre o “timing” da próxima subida dos juros. O petróleo desce mais de 1,5%.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,53% para 4.675,10 pontos

Stoxx 600 perde 0,42% para 342,15 pontos

Nikkei valorizou 0,61% para 16.597,30 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,4 pontos base para 3,025%

Euro recua 0,12% para 1,1292 dólares

Petróleo em Londres cai 1,64% para 49,14 dólares o barril

Bolsas europeias no vermelho

As bolsas europeias estão e negociar em queda esta quarta-feira, 24 de Agosto, depois de terem registado ganhos na ordem de 1% na sessão de ontem, impulsionadas pelas empresas produtoras de matérias-primas e pela banca.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, cai 0,42% para 342,15 pontos

Na bolsa nacional, o PSI-20 recua 0,53% para 4.675,10 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP, que perde 1,66% para 1,78 cêntimos depois de ter sido confirmado que o banco vai abandonar o DJ Stoxx600, no âmbito da revisão da composição do índice.

Juros da dívida sobem na Europa
Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a subir no mercado secundário, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países do euro. Depois de ter superado os 3,113% na sessão de ontem – o valor mais alto desde 27 de Julho – a yield associada às obrigações portuguesas a dez anos sobe 1,4 pontos base para 3,025%. Em Espanha, o agravamento é de 2,0 pontos para 0,955%, e na Alemanha de 0,8 pontos para -0,087%.

Dólar sobe à espera de Yellen

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a valorizar pela quarta sessão consecutiva, com uma subida de 0,11%. Isto numa altura em que o mercado aguarda pelo discurso da presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos esta sexta-feira, 26 de Agosto.

Janet Yellen vai marcar presença no Simpósio de Política Económica de Jackson Hole, organizado pela Fed de Kansas City, que reúne em Wyoming as principais figuras da economia mundial.

Petróleo cai mais de 1%

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de os dados do Instituto do Petróleo Americano terem apontado para uma subida dos inventários, e de o ministro iraquiano do Petróleo ter pedido às empresas para aumentarem a produção desta matéria-prima no sentido de impulsionar as receitas nacionais.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,58% para 47,34 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 1,36% para 49,28 dólares.

Apesar das recentes subidas, o Goldman Sachs considera a recente recuperação da matéria-prima “frágil” e prevê que o petróleo negoceie entre um intervalo de 45 e 50 dólares por barril durante os meses do Verão.

Cobre próximos de mínimos de seis semanas

O cobre negoceia próximo do valor mais baixo das últimas seis semanas, depois de os inventários monitorizados pela London Metal Exchange – praça britânica que serve de referência para a Europa nos preços dos metais – terem aumentado para o nível mais elevado em quase sete meses.

O cobre está pouco alterado nos 4.705 dólares por tonelada métrica, depois de ter atingido os 4.694 dólares na sessão de ontem, o valor mais baixo desde 11 de Julho.

Destaques do dia
BCP fora do DJ Stoxx 600. O BCP vai abandonar o DJ Stoxx600, no âmbito da revisão da composição do índice. Com esta saída ficam apenas três cotadas portuguesas num dos principais índices bolsistas europeus.

BCE admite mais estímulos. A autoridade monetária está disponível para fazer mais caso as reformas estruturais e a consolidação orçamental nos estados-membros do euro não sejam suficiente. Mas reconhece riscos potenciais de uma intervenção excessiva do BCE.

Goldman Sachs alerta para recuperação “frágil” do petróleo. Os preços do petróleo aceleraram nos últimos dias, com o crude a disparar mais de 20% desde os mínimos registados no início do mês. Mas a escalada não convence os especialistas.

A receita da duplicação, segundo Tim Cook. Tim Cook foi encarregue, há cinco anos, da missão de suceder a Steve Jobs. E nesse período aproveitou para fazer crescer a Apple. O valor das acções, os lucros e as receitas duplicaram. Mas falta encontrar um novo graal que diminua a dependência do iPhone.

A ascensão das tecnológicas ao Olimpo das bolsas. Em cinco anos não foi apenas a Apple a trepar na lista dos pesos-pesados das bolsas mundiais. As tecnológicas têm um peso cada vez maior, destronando as petrolíferas.

O que vai acontecer hoje

INE. Taxas de juro implícitas no crédito à habitação, relativas a Julho.

Alemanha. Divulgação do PIB do segundo trimestre (segunda leitura). (Negocios)

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