Abertura dos mercados: Bolsas em queda no dia em que o Japão anuncia pacote de estímulo económico

(Reuters)

Com os investidores na expectativa por conhecer o pacote de medidas de estímulo económico do Governo japonês, as bolsas asiáticas negociaram em queda e as europeia começaram o dia no vermelho. Petróleo em alta ligeira e euro sobe face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 em queda perde 0,66% para 4.715,05 pontos

Stoxx 600 cede 0,20% para 339,17 pontos

Nikkei perdeu 1,38% para 16.405,60 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 2,9 pontos base para 2,933%

Euro valoriza 0,18% para 1,1182 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,24% para 42,24 dólares

Bolsas europeias e asiáticas em queda

Depois de um mês de Julho em que tanto as bolsas europeias como Wall Street recuperaram das perdas verificadas em Junho, em especial devido ao Brexit, a primeira sessão do mês de Agosto foi marcada por perdas generalizadas. Já esta terça-feira as principais bolsas europeias iniciaram o dia a resvalar, pressionadas pelas perdas verificadas nas bolsas asiáticas, em especial as japonesas, com os investidores à espera do anúncio do governo do Japão sobre o novo pacote de medidas de estímulo ao crescimento da economia nipónica.

Por cá o PSI-20 começou o dia a desvalorizar 0,66% para 4.715,05 pontos, pressionado pelas perdas registadas pela EDP, pela Galp Energia e pelo BCP. O banco liderado por Nuno Amado prossegue em queda (recua 1,57% para 0,0188 euros) depois de ontem ter recuado mais de 5%.

Já os principais índices bolsistas do Japão negociaram no vermelho com os investidores na expectativa pelo anúncio do novo pacote de medidas de estímulo à economia. Segundo a Bloomberg, a maioria dos investidores acredita que ficarão desapontados com as medidas que o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciará ainda esta terça-feira. Enquanto o índice Nikkei perdeu 1,38% para 16.405,60 pontos, o Topix recuou 1% para 1.308,33 pontos. Já a taxa de juro da dívida pública japonesa a dez anos sobe para máximos de Março deste ano.

Também na China as bolsas negociaram em queda, próximo de mínimos de um mês. Já o índice Hang Seng, que esta segunda-feira tocou em máximos de três meses, cancelou a negociação bolsista devido ao mau tempo provocado por um furacão.

Juros da dívida portuguesa em alta

A taxa de juro exigida nos mercados secundários pelos investidores para comprarem obrigações de dívida pública portuguesa seguem em alta em praticamente todas as maturidades, excepção feita no prazo a dois anos. A “yield” associada às obrigações com maturidade a dez anos sobe 2,9 pontos base para 2,933%. Também em Itália se verifica esta tendência, com a taxa de juro das obrigações transalpinas a dez anos a subir 2,3 pontos base para 1,204%.

Euro regressa às valorizações

Depois de uma semana em que esteve em alta três sessões face ao dólar norte-americano e de esta segunda-feira ter recuado relativamente à divisa dos Estados Unidos, o euro segue esta terça-feira a valorizar 0,18% para 1,1182 dólares.

Petróleo sobe mas continua perto dos 40 dólares por barril

Desde o pico atingido em 20 de Junho, o preço do petróleo já caiu cerca de 20%. Esta terça-feira a matéria-prima tem negociado próxima dos 40 dólares por barril. Em Londres, o Brent do Mar do Norte sobe agora ligeiramente para 42,24 dólares, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate negoceia sem tendência definida nos 40,09 dólares por barril.

A pressionar o preço do petróleo continua a expectativa de que se mantenha o excesso de oferta da matéria-prima nos mercados, com os investidores à espera dos dados semanais referentes à oferta petrolífera norte-americana.

Ouro com queda ligeira

O ouro está a registar uma queda ligeira ao ceder 0,03% para 1.352,75 dólares por onça, isto depois de ter valorizado mais de 1% na sexta-feira passada. A matéria-prima mantém-se próxima de máximos de duas semanas, numa altura em que os diversos bancos centrais têm sinalizado a manutenção das taxas de juro próximas de zero, o que leva os investidores a apostarem no metal precioso.

Destaques do dia

Goldman Sachs: Acções europeias vão cair 10% em três meses. O banco de investimento alerta que os investidores estão menos propensos aos activos de maior risco, pelo que os mercados accionistas deverão ser pressionados no curto prazo.

Renda chega a duplicar prestação da casa. A maior abertura dos bancos levou o crédito à habitação a disparar. Os empréstimos voltaram a ganhar terreno face às rendas. Até porque as diferenças de custo podem ser expressivas.

Mota-Engil e Novo Banco vão vender Ascendi na totalidade. A venda da totalidade do capital do Ascendi Group aos franceses da Ardian está a ser ultimada. Há, contudo, activos que poderão ficar nas mãos do grupo de António Mota, como a posição na Lusoponte.

Fosun deixa Fidelidade fora do projecto BCP. A proposta da Fosun para comprar até 30% do BCP não pressupõe qualquer alteração das parcerias do banco na área seguradora. Apesar de ser dono da Fidelidade, o grupo chinês quer manter ligação do BCP à Ocidental. Até porque a companhia tem acordo com a CGD.

O que vai acontecer hoje

Reino Unido

Índice PMI para o sector da construção, em Julho.

Alemanha

Reservas internacionais da Alemanha, em Julho.

Lufthansa

Divulga resultados do primeiro semestre.

BMW

Divulga resultados do primeiro semestre. (Negocios)

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