Abertura de mercados: Bolsas e juros sem definição, petróleo em alta

(Negocios)

As bolsas europeias iniciaram a última sessão da semana sem razões nem para sorrir nem para chorar. O mesmo acontece com o mercado obrigacionista nacional. Os preços do petróleo estão animados

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,20% para 4.827,65 pontos

Stoxx 600 avança 0,04% para 346,80

Nikkei ganhou 1,10% para 16.919,92 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 0,05% para 2,745%

Euro valoriza 0,13% para 1,1151 dólares

Petróleo em Londres aprecia 0,35% para 46,20 dólares por barril

Bolsas europeias sem definição

As bolsas europeias seguem sem uma tendência definida esta sexta-feira. Enquanto praças como a portuguesa e a espanhola estão a ganhar, os índices francês e alemão estão em queda. Nem os máximos dos Estados Unidos ajudaram.

O crescimento alemão, que foi o dobro do esperado pelos economistas (0,4% e não 0,2%), não está a ser suficiente para sustentar as valorizações em Frankfurt.

Lisboa está a ser sustentada sobretudo pela Galp Energia que ganha 1,26% para 13,30 euros. A EDP Renováveis e o BPI perdem em torno de 0,5% e impedem um maior avanço do PSI-20, que ganha 0,20%.

Juros portugueses

Não há uma tendência definida nos juros associados à dívida portuguesa. As maturidades mais curtas verificam um alívio das rendibilidades exigidas pelos investidores ao passo que nas obrigações com um vencimento no futuro mais longínquo avançaram ligeiramente.

A dez anos, prazo de referência a dez anos, a subida é de 0,5 pontos base para 2,745%. Conforme o Negócios constata hoje, o desempenho da dívida nacional é o pior em todo o mundo desde o início do ano.

Petróleo avança

O petróleo segue em alta, seguindo com ganhos à volta de 0,5% nos dois mercados internacionais de referência. Em Londres, o Brent do Mar do Norte ganha 0,35% para valer 46,20 dólares por barril. O crude West Texas Intermediate valoriza 0,62% para 43,76 dólares por barril.

A semana foi de ganhos e aquilo que é apontado como justificação é a possível acção da Organização dos Países Exportações de Petróleo (OPEP) para impedir uma queda mais pronunciada dos preços da matéria-prima. O petróleo tinha entrado em mercado “urso”.

Coroa norueguesa ganha com petróleo

Com a subida da semana do petróleo, quem ganhou foram os países exportadores da matéria-prima. Um exemplo é a coroa norueguesa. A coroa ganha 0,2% para valer 8,2375 coroas por dólares. O avanço semanal é de 3,3%, segundo a Bloomberg.

Já o euro segue estabilizado, com uma subida de 0,13% na sessão de sexta-feira valendo 1,1151 dólares.

Cobre ganha com maior procura

Outro dos destaques da semana é o cobre, que caminha para o melhor ciclo semanal do mês. A ideia de que a procura irá aumentar na maior economia do mundo, os Estados Unidos da América, está a animar a negociação do metal. Está a ganhar 0,3% para valer 4,864 dólares por tonelada métrica em Londres.

Destaques do dia:

A dívida portuguesa é a pior do mundo em 2016. Apesar da actuação do BCE, de política de acomodação monetária, a dívida nacional tem registado o pior desempenho em todo o mundo este ano.

Combustíveis escondem degradação das contas externas. A balança de exportações e importações tem evoluído escondida pelo desempenho dos combustíveis: é devido quase exclusivamente a eles que o défice da conta externa tem estabilizado.

IP passa de prejuízos a lucros de 5,1 milhões. O novo presidente do Novo Banco, António Ramalho, sai da Infraestruturas de Portugal com resultados positivos: de prejuízos, a empresa passou a lucros no primeiro semestre.

Depois da Galp, Repsol adia furo em Portugal. 2016 já não vai ser o ano do petróleo e do gás em Portugal. Os dois furos de pesquisa previstos para este ano já não vão avançar.

O que vai acontecer hoje

Portugal

INE divulga o Índice de Custo do Trabalho, no segundo trimestre.

INE publica as Contas Nacionais Trimestrais – Estimativa Rápida, no segundo trimestre.

China

Produção industrial, em Julho [anterior: 6,2%].

Zona Euro

Produto interno bruto, no segundo trimestre.

EUA

Vendas a retalho, em Julho.

Índice de preços no produtor, em Julho.

Confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan, em Agosto. (Negocios)

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