Abastecimento de água e infra-estruturas dominam debates parlamentares

Secretário de Estado da Energia e Água - Joaquim Ventura (Foto: António Escrivão)

O impacto da melhoria do abastecimento de água na redução da mortalidade e o reatamento das obras de construção de projectos estruturantes dominaram hoje, segunda-feira, os debates na Assembleia Nacional em torno da Lei de Revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2016.

A deputada Miraldina Jamba (UNITA) quis saber que programas estão previstos para a melhoria do abastecimento de água e reduzir a mortalidade, principalmente infantil, enquanto a deputada Joana Pedro (MPLA) questionou a paralisação de obras estruturantes em Malanje. Tomás da Silva, também do MPLA, perguntou se a reabilitação de estradas é extensiva a todo o país.

O secretário de Estado da Energia e águas, Joaquim Ventura, informou que o programa água para todos beneficia actualmente cerca de 65% da população das zonas rurais, mediante a colocação de furos artesianos e lavandarias públicas, fornecendo água tratada, de acordo com as normas das Nações Unidas.

Referiu-se também aos programas em todas as sedes municipais, que contemplam sistemas de captação e distribuição de água, com ligações domiciliares e chafarizes, assim com os sistemas integrados a nível das províncias.

Reportou também o programa das 750 mil ligações domiciliares em curso em Luanda, a semelhança de outros programas em curso a nível das sedes provinciais e de urbanizações em construção pelo país.

Reconhece que o programa de abastecimento de água ainda não abrange toda a população, mas a meta é atingir os 80% nas zonas rurais e 100% nas sedes municipais e provinciais.

Sublinha que as limitações financeiras, devido a crise, afectaram igualmente o programa de abastecimento de água a toda a população.

Joaquim Ventura afirmou que o programa no domínio do abastecimento de água mostra o comprometimento do governo, com a melhoria da saúde pública.

A secretária de Estado da Saúde, Constantina Furtado Machado, afirmou que o impacto da melhoria do abastecimento de água é evidente, na medida em que, há dois anos, não se registam casos de cólera no país.

Disse que graças aos esforços conjuntos, as diarreias deixaram de ser uma das principais causas de mortalidade infantil.

Constantina Machado falou da necessidade do reforço dos programas de educação para a saúde sobre o uso correcto da água. (Angop)

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