Zaire: Especialistas vão restaurar monumentos de Mbanza Congo

ZAIRE: Kulumbimbi, um dos monumentos a serem restaurados (Foto: Pedro Moniz Vidal/Arquivo)

Um grupo de especialistas estrangeiros encarregue de restaurar alguns monumentos históricos da antiga capital do Reino do Kongo, Mbanza Congo, chega em breve a esta cidade, anunciou segunda-feira, o governador do Zaire, José Joanes André.

Falando na cerimónia de tomada de posse dos membros do Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico de Mbanza Congo, criado por decreto presidencial, José Joanes André, acrescentou, sem referenciar a origem, que os especialistas chegam nesta terça-feira ao país, para um dia depois desembarcarem em Mbanza Congo.

O governador avançou que o enfoque do trabalho estará mais direccionado para o restauro da primeira Sé Catedral católica (Kulumbimbi) construída ao sul da África Subsariana, em 1491, de modo a se travar a sua contínua degradação, sem ferir o seu aspecto arquitectónico original.

“É uma boa nova para nós, por isso, continuamos de mãos dadas com o Ministério da Cultura”, disse o governador, que anunciou o início, nesta terça-feira, de uma mega campanha de limpeza em sítios e monumentos históricos desta cidade.

Num outro desenvolvimento, José Joanes André, realçou que o processo de inscrição de Mbanza Congo na lista do Património Mundial está ser levado a cabo de forma multilateral, incluindo também o trabalho diplomático, de modo a convencer os membros da UNESCO a votarem favoravelmente a candidatura angolana.

Reiterou ainda estar em curso a elaboração de um projecto turístico para Mbanza Congo, na qual está envolvida uma empresa que demostrou possuir capacidade técnica para o efeito, para que a possível inscrição desta localidade traga também benefícios para os munícipes e a economia local.

Integram este comité, representantes do Ministério da Cultura, responsáveis locais dos sectores da educação, administração do território, cultura, ensino superior, obras públicas, urbanismo e ambiente, turismo e hotelaria, finanças, membros da sociedade civil, entidades tradicionais e eclesiásticas, entre outros quadros.

Entre os recém-empossados, o destaque vai para a coordenadora do Projecto “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, a arqueóloga Sónia Domingos, a administradora municipal de Mbanza Congo, Nzuzi Makiese, e o director provincial da cultura, Biluka Nsakala Nsenga.

O reverendo emérito da Igreja Evangélica Baptista em Angola (IEBA) Álvaro Rodrigues, o coordenador das autoridades tradicionais do Lumbu, Afonso Mendes, também se destaca da lista dos membros deste comité.

O Comité de Gestão Participativa do centro histórico de Mbanza Congo foi criado a luz do decreto presidencial 178/2015, de 18 de Setembro, no âmbito do projecto da sua inscrição na lista do Património Mundial.

Tem como objectivo desenvolver acções que visem a conservação e preservação do património histórico-cultural local, assim como a divulgação do seu valor excepcional. (ANGOP)

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