Yuri da Cunha proporciona viagem ao passado da música angolana

Yuri da Cunha (Foto: Alberto Julião)

Com um show totalmente acústico, o músico angolano Yuri da Cunha promoveu na noite deste sábado uma viagem ao mundo musical angolano, levando os fãs a momentos de nostalgia de um passado não muito distante mas muito rico em termos rítmicos.

Com “Cabelos Brancos”, música de autoria de Waldemar Bastos, a servir como nota de abertura, a noite fria do O Sabor registou temperaturas elevadas quando o artista revisitou alguns clássicos angolanos, com realce para temas de Sofia Rosa, Lulas da Paixão, Carlos Burity, Bonga, Bangão, Teta Lando,entre outras referências.

Intercalando canções de sua autoria com temas que marcaram e continuam a marcar o mercado angolano no que a produção nacional diz respeito, Yuri da Cunha, que fez questão de manter um diálogo aberto com o público ao longo do show, caprichou no cardápio e deu aos seus fãs motivos para continuarem fiéis.

Denominado Roda do Semba, a jornada foi mesmo um verdadeiro giro ao ritmo angolano, servindo de fonte de inspiração para quem queira se aventurar no mundo da música e que tem no Semba como uma referência rítmica para dar os primeiros passos.

Num raro momento, mesmo apesar de não estar programado, foi a subida em cena de Dionísio Rocha, Lina Alexandre e Nsoki que não se contiveram entre a plateia e decidiram dar uma remexida ao lado de Yuri da Cunha aquém encorajaram para continuar a fazer a sua parte em prol da divulgação e valorização da música angolana de raiz.

Com mais de 20 anos de carreira, Yuri da Cunha é detentor de vários troféus, incluindo os do Top dos Mais Queridos de 2015 e o de Melhor Artista da África Austral, uma distinção da AFRIMMA. É natural do Cuanza Sul e conta com quatro álbuns “É tudo amor” (1999), “Eu” (2005), “Kuma Kua Kié” (2009) e “O Intérprete” (2015). (ANGOP)

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