Último 14 de Julho do quinquénio Hollande

(RFI)

O tradicional desfile militar para assinalar o dia da Bastilha, feriado nacional francês, organizado nos Campos Elísios marca o fim do quinquénio do Presidente francês. Esta noite, François Hollande dará a habitual entrevista televisiva num momento marcado pela crescente tensão social, ameaças terroristas e em vésperas das eleições de 2017.

Pelo 36º ano consecutivo, cerca de 3200 homens e mulheres militares desfilam nos 1 200 metros da avenida dos Campos Elísios nas celebrações do 14 de Julho que conta, este ano, com a Austrália e a Nova Zelândia como convidados de honra.

O 14 de Julho transformou-se, uma vez mais, num símbolo da unidade da nação francesa aplicando os seus rituais; o grande desfile militar nos Campos Elísios ou ainda a entrevista televisiva ao Presidente francês.

Festividades canceladas na Turquia

A França cancelou as festividades do Dia da Bastilha, na Turquia, encerrando as delegações diplomáticas francesas em Istambul, Ancara e Esmirna, “por razões de segurança”.

Depois do ataque ao principal aeroporto de Istambul, a 28 de Junho, a Turquia está sob um alerta de segurança elevado.

Várias representações diplomáticas na Turquia, nomeadamente, as embaixadas e consulados da Alemanha e dos Estados Unidos da América, estiveram encerradas por curtos períodos durante este ano devido a ameaças à segurança.

Compromissos militares além-fronteiras

Ontem, no seu discurso alusivo ao tradicional desfile militar no Ministério do Interior francês, François Hollande anunciou que vai enviar mais conselheiros militares para o Iraque e que o porta-aviões francês vai regressar ao Médio Oriente no final do ano no âmbito do combate contra o grupo auto-proclamado Estado Islâmico.

O Presidente francês propôs um reforço da política de defesa europeia aguardando que a Alemanha apoie a iniciativa de aumento da presença militar no Médio Oriente.

Para François Hollande, a proposta tem como objectivo aumentar a capacidade da União Europeia para “assumir compromissos militares além das suas fronteiras e reforçar a segurança nos países nossos parceiros e vizinhos”. (RFI)

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