UA: SADC apoia candidatura do Botsuana à presidência da comissão

Manuel Augusto - Secretário de Estado das Relações Exteriores (Foto: Francisco Miúdo)

A ministra dos Negócios Estrangeiros do Botsuana, Pelonomi Venson – Motoi, é a candidata da região da SADC para o cargo de Presidente da Comissão da União Africana (UA), anunciou hoje (quarta-feira), em Kigali (Ruanda), o secretário de Estado angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Manuel Augusto prestou esta informação à imprensa angolana, no final da reunião do Comité Ministerial de Análise das Candidaturas Africanas para os Postos do Sistema Internacional, presidido por Angola.

De acordo com o secretário de Estado, em princípio a eleição deverá decorrer no período de 17 a 18 do corrente mês, durante a cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, sob o tema “2016: Ano Africano dos Direitos Humanos com especial incidência sobre os Direitos das Mulheres”.

Informou, entretanto, que a CDO da África do Oeste submeteu, em bloco, um pedido de adiamento das eleições, de modo a ter mais tempo para a busca de um candidato ao cargo.

“De acordo com os regulamentos, não há nada que impeça as eleições, mas os países membros são soberanos e, neste caso, há um grupo regional, que é a CDO. Não há neste pedido de adiamento, uma razão que sustente o mesmo, previsto nos estatutos da união, pelo que, para se adiar, a decisão será provavelmente política”, argumentou.

Revelou que os Chefes de Estado, na reunião à porta fechada que precede a cimeira, deverão discutir este assunto.

A par deste encontro, hoje teve lugar a reunião do Conselho Executivo que discutiu os assuntos submetidos pelos peritos e preparou a agenda da cimeira dos chefes de Estado. O secretário de Estado Manuel Augusto esteve presente no evento, pela parte angolana.

Sobre esta reunião, o responsável informou que um dos temas discutidos foi o orçamento da organização, questão de suma importância para a união levar a cabo a sua agenda.

“Um dos problemas que preocupa a liderança da União é o facto de muitos países não honrarem com os seus compromissos”, disse Manuel Augusto, para quem neste contexto, a cimeira prevê um retiro para os chefes de Estado discutirem formas de financiamento, não só da organização, mas também do desenvolvimento de todo o continente.

“Agora vamos discutir fontes alternativas de financiamento, como é que poderemos buscar recursos sem ter de recorrer a outros parceiros, com outro tipo de implicações”, sustentou. (ANGOP)

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