Theresa May torna-se primeira-ministra do Reino Unido já na quarta-feira

(Reuters)

David Cameron antecipa a sua saída do Governo já para esta quarta-feira, dando lugar à segunda mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no Reino Unido nas últimas décadas, a até aqui ministra do Interior Theresa May.

A única candidata restante à liderança dos conservadores no Reino Unido, Theresa May, deverá assumir a função de primeira-ministra do país já esta quarta-feira à noite, depois de David Cameron ter anunciado a renúncia definitiva ao cargo antes do inicialmente esperado.

Numa declaração do ainda primeiro-ministro, citada pelo The Guardian, Cameron disse esta segunda-feira, 11 de Julho, que irá ao palácio de Buckingham entregar a sua resignação já esta quarta-feira, depois de responder perante o Parlamento a uma última sessão de questões ao chefe de Governo.

“Então poderemos ter um novo primeiro-ministro neste edifício atrás de mim até quarta-feira à noite”, disse Cameron, em frente ao número 10 de Downing Street em Londres, a sede oficial do chefe do Governo.

“Estou também satisfeito que Theresa May seja a próxima primeira-ministra. Ela é forte, é competente, está mais apta a dar ao país a liderança de que ele precisará nos próximos anos e terá todo o meu apoio”, afirmou.

O governante mostrou-se também satisfeito por não haver uma “campanha prolongada” para a eleição e considerou que a outra candidata, Andrea Leadsom – que se retirou igualmente esta segunda-feira – , “tomou a decisão correcta ao afastar-se”.

David Cameron anunciou a sua saída do cargo de primeiro-ministro logo no rescaldo dos resultados do referendo que, a 23 de Junho e com 52% dos votos expressos, decidiu a desvinculação do Reino Unido da União Europeia. Cameron tinha feito campanha pela manutenção, após negociar um acordo com a UE que redefinia a participação de Londres no projecto europeu.

Depois dessa saída, o partido conservador iniciou a eleição do novo líder, tendo-se apresentado formalmente cinco candidatos, tendo acabado por chegar ao final desse processo Theresa May e Andrea Leadsom.

A hipótese de uma tomada de posse mais breve do que o inicialmente esperado já tinha esta segunda-feira sido admitida como um dos cenários em cima da mesa com a saída de cena de Leadsom, a outra candidata, que no fim-de-semana gerou polémica ao sugerir que, por ser mãe, estava mais bem colocada para dirigir o país que Theresa May. (OBSERVADOR)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA