Soldados franceses, britânicos e americanos vigiam EI na Líbia

Tanque das forças leais ao governo é visto em Sirte, Líbia, no dia 2 de julho de 2016 (AFP)

Soldados franceses, britânicos e americanos estão na Líbia para “vigiar” o grupo Estado Islâmico (EI) – anunciou nesta quinta-feira (21) o chefe da Força Aérea das forças leais ao governo instalado no leste líbio, que não é reconhecido pela comunidade internacional.

De acordo com o general Saqr al-Jarouchi, “soldados franceses, americanos e britânicos estão na base de Benina”, em Benghazi (leste).

Devem ser “cerca de 20 soldados”, cuja missão consiste em “vigiar as atividades do EI”, mas “nenhum piloto (estrangeiro) combate no lugar dos nossos pilotos e combatentes”.

O general afirmou, porém, que outros militares desses três países “fazem esse mesmo tipo de intervenção em várias outras bases e cidades líbias”, entre elas Tobrouk (leste), Trípoli e Misrata (200 km ao leste da capital).

Saqr al-Jarouchi dirige a Força Aérea das forças do polêmico general Khalifa Haftar, leais ao governo instalado no leste do país e rival do Governo de União Nacional (GNA) – este sim reconhecido por países da comunidade internacional, incluindo França, Estados Unidos e Grã-Bretanha.

As declarações de Al-Jarouchi surgem no dia seguinte ao anúncio, por parte da França, da morte de três de seus militares. Eles morreram em um incidente de helicóptero na Líbia, durante uma missão de Inteligência no leste do país junto às forças conduzidas pelo general Haftar.

Depois dessa primeira admissão oficial da presença de soldados franceses na Líbia, o GNA acusou Paris de “violação” de seu território.

Em maio, o Pentágono já havia informado que “pequenas equipes” das forças especiais americanas se encontravam na Líbia.

Jornais britânicos também noticiaram a presença de forças britânicas especiais nesse país, as quais aconselham as forças que lutam contra o Estado Islâmico.

O GNA rejeita o envolvimento de forças estrangeiras na Líbia sem seu consentimento. (AFP)

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