Sim, é possível “inserir” experiências no cérebro humano

(YAHOO)

Achou que o blockbuster de 2010 do Chris Nolan era totalmente fictício? Pense de novo.

“Este método pode ser aplicado para reduzir ou eliminar alguma sugestão ou medo específico”, disse o pesquisador Takeo Watanabe ao Digital Trends… “Por exemplo, ele pode ser usado para reduzir ou eliminar as más lembranças desenvolvidas em um campo de batalha.

Pode ser que haja algo de muito real nesta história, de acordo com uma pesquisa recém publicada que demonstrou ser possível inserir mensagens subliminares nas mentes das pessoas sem que elas saibam. No experimento, os voluntários foram colocados em uma máquina de ressonância magnética e treinados para enxergarem a cor vermelha quando lhes mostravam listras brancas e pretas. Essa experiência foi feita durante vários dias.

Foi pedido aos participantes que eles “tentassem regular sua actividade cerebral de alguma forma” e foi atribuída uma pontuação que indicava o quão bem eles tinham se saído. Quando os voluntários pensavam na cor vermelha, mesmo sem saber que estavam fazendo isso, recebiam pontuações mais altas. Após 500 tentativas, mais e mais vezes as pessoas viam a cor vermelha quando os pesquisadores mostravam listras pretas e brancas.

A mensagem que os cientistas quiseram passar com o projecto é que é possível treinar e fortalecer as memórias associativas nos cérebros das pessoas. Essas memórias podem durar por meses após o fim do treinamento.

“Sem ter consciência disso, os voluntários desenvolveram uma associação entre cor e orientação”, disse Takeo Watanabe, professor de ciências cognitivas, linguísticas e psicológicas da Brown University, ao Digital Trends. “Isto indica que os seres humanos são capazes de criar aprendizagem associativa em áreas visuais. Visto que fomos bem sucedidos na criação de aprendizagem associativa em uma área tão rígida, é possível que consigamos replicar este método em quase qualquer outra área do cérebro.”

O Professor Watanabe diz que tais descobertas podem ter aplicações terapêuticas. “Este método pode ser aplicado para reduzir ou eliminar a associação de alguma sugestão específica com o medo”, ele continua. “Por exemplo, seria possível usá-lo para reduzir ou eliminar as más lembranças desenvolvidas em um campo de batalha. Nossa equipe descobriu recentemente que as pessoas com autismo funcional têm algumas conexões anormais entre diferentes áreas do cérebro. Usando nosso método é possível alterar algumas destas conexões anormais, aproximando o cérebro da normalidade.” (YAHOO)

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