Santoro não acompanhou os votos do Grupo Violas na AG do BPI

(Foto: D.R.)

Artur Santos Silva insurgiu-se contra um administrador por ter passado informação para um accionista. A falta de aprovação da acta da reunião a relatar a convocatória da AG impediu a votação da proposta feita pela Administração. A AG foi suspensa com os votos contra do Grupo Violas.

A Santoro com 18,6% não votou contra a suspensão da Assembleia Geral do BPI por 45 dias, em contramão com o Grupo Violas que votou contra a suspensão da Assembleia que discutia o limite de votos do BPI.

O grupo Violas Ferreira (HVF) queria que a sua proposta fosse aprovada na AG de hoje e que apenas a proposta do Conselho de Administração do BPI (o único que pode ser votado sem os limites estatutários) fosse suspensa.

Por isso Tiago Violas votou contra a suspensão proposta pelo novo presidente da Mesa da Assembleia Geral, Carlos Osório de Castro.

Recorde-se que no Conselho de Administração o representante da empresa de Isabel dos Santos votou contra a convocatória da Assembleia Geral para discutir os estatutos.

A lei obriga a que até ao fim do ano haja uma Assembleia Geral para discutir os estatutos.

A suspensão da AG foi aprovada por 85% dos votos presentes. O Caixabank votou (com 20%) a favor da suspensão.

Estiveram presentes  463 accionistas representantes de  87,57% do capital. Isto significa que 74,45% do capital do BPI votou a favor da suspensão por 45 dias.

“Os administradores têm que guardar total confidência do que se passa, portanto houve um administrador que passou informação, neste aspecto privilegiada, para fora, para um accionista”, disse Artur Santos Silva presidente do Conselho de Administração do BPI, na conferência de imprensa pós-Assembleia Geral.

O banqueiro não nomeou nenhum administrador em concreto, nem que procedimento iria tomar.

Referia-se o Chairman do banco ao facto de um administrador do BPI ter dito ao accionista Tiago Violas que ainda não tinha sido aprovada em Conselho de Administração a acta da reunião do Conselho de Administração anterior que aprovou a convocação da Assembleia Geral especifica para a desblindagem de estatutos. A providência terá sido aceite pelo juíz por questões meramente processuais, que têm a ver com a assinatura da acta de uma reunião da administração que aprovou a proposta de desblindagem a levar à AG.  Essa tecnicidade foi alvo de uma providência cautelar aceite pelo juíz na véspera.

Artur Santos Silva disse ainda que “Nós não fomos ouvidos. Se tivéssemos sido ouvidos penso que isto não tinha acontecido. Isto foi decretado pelo juiz sem nós termos sido ouvidos”.

O presidente não executivo do BPI explicou que o procedimento normal da administração é aprovar as actas na reunião seguinte, que, neste caso, vai ter lugar na próxima terça-feira.

O banco viu assim a sua Assembleia Geral convocada para a alteração de estatutos adiada por 45 dias. A próxima será no dia 6 de Setembro, em cima do prazo previsto inicialmente pelo CaixaBank para a conclusão da OPA (fim do terceiro trimestre).

O presidente da mesa entendeu que, por razões de economia processual, a proposta da administração devia ser votada em primeiro lugar. Quando se ia iniciar a votação sobre a desblindagem, o grupo Violas Ferreira (HVF) disse que tinha sido ontem decretada uma providência cautelar. A AG foi interrompida, para o presidente tomar conhecimento dessa providência cautelar.

A CMVM já levantou a suspensão da cotação do BPI.
Assembleia de accionistas do BPI continua dia 6 de Setembro

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Uma providência cautelar pedida pela família Violas suspende os trabalhos, por 45 dias, que tinha como ponto único votação da desblindagem de estatutos ou seja a actual limitação de votos que existe.

“O presidente da mesa entendeu que, por razões de economia processual, a proposta da administração devia ser votada em primeiro lugar. Quando se ia iniciar a votação sobre a desblindagem, o grupo Violas Ferreira (HVF) disse que tinha sido ontem decretada uma providência cautela. A AG foi interrompida, para o presidente tomar conhecimento dessa providência” – que foi aceite por questões meramente processuais, que têm a ver com a assinatura da acta de uma reunião da administração que aprovou a proposta de desblindagem à AG.

Nesse quadro, a suspensão por 45 dias foi aprovada, por 85% dos accionistas presentes, revelou o chairman do BPI, Artur Santos Silva.

A assembleia geral do BPI – a segunda – foi suspensa por 45 dias, depois de a família Violas ter apresentado uma providência cautelar. A medida tinha por finalidade bloquear a votação sobre a desblindagem dos estatutos do banco, que, a terem sido aprovados, viabilizariam o OPA dos espanhóis do La Caixa.

“Lamento muito”, concluiu, para adiantar que “na próxima terça-feira, o problema da aprovação formal da acta está em princípio solucionado”.

A Artur Santos Silva coube ainda confirmar as alterações ocorridas na mesa da Assembleia Geral, que tornou Osório de Castro presidente da mesa da AG. Em ambas as assembleias estiveram presentes mais de 85% dos accionistas do banco. (diarioeconomico)

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