Rwanda: UA trabalha no aumento da representatividade da mulher na esfera pública

Directora para as Mulheres, Género e Desenvolvimento na Comissão da União Africana, Mahawa Kaba Wheeler (Foto: Francisco Miudo)

A directora para o Género e Desenvolvimento na Comissão da União Africana (UA), Mahawa Kaba Wheeler, afirmou neste sábado, em Kigali, capital do Rwanda, que a organização trabalha no sentido de garantir que as mulheres tenham pelo menos 50 porcento de representação na esfera pública e privada.

A responsável intervinha durante a apresentação do plano de acções da organização indicadas na Agenda 2063, no âmbito da 27ª cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) que decorre em Kigali de 17 a 18 do corrente mês.

Disse ser necessário que as mulheres estejam bem representadas na esfera pública e privada, tendo em conta o tema da reunião de cúpula “2016: Ano Africano dos Direitos Humanos com especial incidência sobre os Direitos das Mulheres”.

“A experiência mostra-nos que, quando equipadas com recursos adequados, as mulheres têm o poder de contribuir plenamente para o desenvolvimento das suas nações, bem como capacitar as famílias e comunidades para superar desafios como a pobreza e o analfabetismo”, expressou.

Lamentou o facto de existirem algumas práticas culturais tradicionais negativas que violam os direitos das mulheres.

Para si, através da Agenda 2063 tais práticas podem ser erradicadas na sociedade, para que as mulheres possam alcançar seu pleno potencial.

Fez saber que um número significativo de países está a dar passos positivos na implementação de políticas que promovam a igualdade de género.

“A falta de educação para meninas em algumas sociedades tem contribuído para o casamento precoce, mas isso está a mudar, com um número de meninas em instituições de ensino aumentando os seus conhecimentos”, declarou.

A UA tem na agenda 2063, a eliminação de todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres, para que possam desfrutar plenamente de todos os seus direitos.

O objectivo é acabar com todas as práticas sociais prejudiciais, tais como a circuncisão feminina e os casamentos prematuros e erradicação de todas as barreiras de acesso à saúde, educação, entre outras.

Entre outros objectivos, a Agenda 2063 prevê que as mulheres tenham igualdade no acesso e oportunidades em todas as esferas da vida, bem como garantir que mais de 90 porcento das mulheres rurais tenham acesso a activos produtivos, incluindo a terra, crédito, insumos e serviços financeiros. (ANGOP)

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